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Juíza de 33 anos morre após complicações em coleta de óvulos em SP

Foto: Divulgação/ Ajuris

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A juíza Mariana Francisco Ferreira, de 33 anos, natural de Niterói (RJ), morreu na quarta-feira (6) após complicações em um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro realizado em uma clínica em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. A polícia investiga o caso.

Mariana atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, no Rio Grande do Sul. Em razão de sua morte, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) decretou luto oficial de três dias.

A trajetória da juíza

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Nascida em 1991, Mariana cursou Direito na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela sonhava com a magistratura desde a adolescência.

Determinada a ingressar na carreira, começou a se preparar para o concurso em 2018, cinco anos antes da prova. Também atuou como advogada em São Paulo.

Aprovada, sua carreira como juíza começou em 2023. Ela passou pela 1ª Vara Regional de Garantias da Comarca de Porto Alegre, pela 1ª e 2ª Varas Criminais de São Luiz Gonzaga e, mais recentemente, atuava em Sapiranga.

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O procedimento e as complicações

De acordo com o boletim de ocorrência, Mariana passou pela coleta de óvulos na segunda-feira (4). Após receber alta por volta das 9h, retornou para casa, mas começou a passar mal poucas horas depois.

Segundo o registro policial, a juíza sentiu dores intensas e uma forte sensação de frio. Foi socorrida pela mãe e levada de volta à clínica por volta das 11h.

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No local, Mariana relatou inicialmente que acreditava ter urinado na roupa, mas a equipe médica constatou que se tratava de uma hemorragia vaginal. O médico responsável fez uma sutura para tentar conter o sangramento.

Em seguida, ela foi encaminhada à Maternidade Mogi Mater, onde deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Na terça-feira (5), passou por uma cirurgia, mas seu quadro clínico se agravou. A juíza sofreu paradas cardiorrespiratórias e não resistiu.

Reações e homenagens

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A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) emitiu uma nota de pesar. O presidente da entidade, Daniel Neves Pereira, afirmou: “Mariana era uma colega muito querida, cheia de vida e de entusiasmo pela magistratura. Sua partida causa profunda consternação em todos nós.”

Investigação

A morte da juíza foi registrada como suspeita e acidental. As autoridades buscam esclarecer se houve falhas no atendimento médico ou se o óbito foi consequência de complicações inerentes ao procedimento realizado.

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