O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que as contas em redes sociais dos investigados no inquérito das fake news sejam bloqueadas, o ministro também ressaltou que quer informações do Twitter  para identificar os donos de perfis suspeitos.

De acordo com Moraes, o bloqueio de contas em redes sociais, tais como Facebook, Twitter e Instagram dos investigados é “necessário para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”.

Cerca de 16 pessoas tiveram que ter seus perfis bloqueados, como: Allan dos Santos, blogueiro do site Terça Livre; Sara Winter, ativista bolsonarista; e empresários, como Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan.

Além disso, o ministro também cobrou para que seja expedido um ofício para a rede social Twitter, onde pede a identificação dos usuários @bolsoneas, @ patriotas e @taoquei1 A empresa tem apenas cinco dias para responder. Moraes também enviou um ofício para à redes sociais onde solicita que as mesmas preservem o conteúdo das postagens de seis deputados federais e dois estaduais aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), como Carla Zambelli (PSL-SP) e Bia Kicis (PSL-DF).

Em sua decisão, o ministro destaca publicações que evidenciam o cometimento de crimes. “As postagens são inúmeras e reiteradas quase que diariamente. Há ainda indícios que essas postagens sejam
disseminadas por intermédio de robôs para que atinjam números expressivos de leitores”, concluiu.