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Meios de comunicação franceses divulgaram, neste domingo (18), as primeiras imagens do espetacular assalto ao Museu do Louvre, ocorrido em outubro do ano passado. As gravações, obtidas pelo programa de TV Sept à Huit, revelam a precisão e a rapidez de um grupo de criminosos que, em apenas quatro minutos, subtraiu um tesouro avaliado em mais de 88 milhões de euros (cerca de R$ 470 milhões).
As cenas mostram dois homens encapuchados invadindo a Galeria de Apolo após forçarem uma janela. Um deles, usando um colete refletivo amarelo, utiliza uma ferramenta elétrica para golpear repetidamente uma vitrina. Após quebrar o vidro, ele guarda várias peças nos bolsos internos da jaqueta, enquanto o cúmplice arromba outra vitrine maior.
O assalto ocorreu entre as 9h35 e 9h39 da manhã, em plena luz do dia. As imagens mostram um momento de tensão quando um dos ladrões simula um avanço contra os seguranças do museu. Seguindo o protocolo de segurança, os agentes recuaram para conduzir os visitantes ao fundo da sala e protegê-los, o que acabou abrindo caminho para que os criminosos operassem sem resistência. O grupo fugiu do museu em motocicletas de alta cilindrada.
Até o momento, o botim não foi recuperado. Entre os itens desaparecidos está uma das peças mais valiosas do acervo: um colar de diamantes e esmeraldas que Napoleão I deu de presente à imperatriz Marie-Louise.
A procuradora de Paris, Laure Beccuau, informou que cinco suspeitos estão sob custódia, identificados em parte graças a vestígios de DNA encontrados em um capacete abandonado na cena do crime. Segundo a procuradora, os detidos não pertencem a organizações criminosas sofisticadas, mas são “criminosos comuns com antecedentes”. A polícia ainda investiga se o roubo foi encomendado por colecionadores estrangeiros.
O caso gerou um intenso debate sobre a proteção de patrimônios globais. A presidente do Louvre, Laurence des Cars, admitiu que o sistema de monitoramento falhou e que as câmeras não cobriam o ponto exato por onde os assaltantes entraram. Ela afirmou que, desde que assumiu o cargo em 2021, vinha solicitando reforços na vigilância do prédio histórico.
A investigação continua em âmbito internacional, com o apoio de polícias de outros países europeus, na tentativa de localizar as joias antes que sejam desmontadas para venda no mercado clandestino.