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🧡 Ver Ofertas na ShopeeManaus amanheceu mais uma vez sob forte neblina de fumaça nesta quinta-feira (24), mantendo a qualidade do ar comprometida há mais de uma semana na capital amazonense. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mostram que os níveis de poluição estão em patamares considerados “péssimos” em várias regiões da cidade. (Vídeo no final da matéria).
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Concentração de poluição nas alturas
O limite que define a pior faixa de qualidade do ar (“péssimo”) é de 125 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de partículas finas. Na última quarta-feira (23), a média diária na cidade chegou a 188,5 µg/m³, bem acima do limite crítico.
Os sensores registraram picos extremos em bairros específicos:
- Distrito Industrial I: pico de 587,9 µg/m³
- Morro da Liberdade: pico de 437,4 µg/m³
- Parque 10, Compensa e Tarumã: marcas acima de 200 µg/m³
Disparada nas queimadas
A fumaça que encobre Manaus há mais de uma semana vem de incêndios florestais na Região Metropolitana e no leste do estado. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que o Amazonas registrou 3.240 focos de queimadas entre 1º e 22 de setembro — um aumento expressivo de 244% em comparação com o mesmo período do ano passado.
O Corpo de Bombeiros ressalta que, embora o tempo seco e o calor ajudem a espalhar o fogo, quase a totalidade dos incêndios tem origem humana, seja por ação criminosa ou descuido.