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🧡 Ver Ofertas na ShopeeMinistro do STF determinou bloqueio de bens, quebra de sigilos bancário, fiscal e cambial da Alcazar e suspensão das atividades econômicas do advogado; Flávio e Tomaz admitem amizade, mas negam negócios em comum
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (23) o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz e a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial da empresa Alcazar, da qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estava cadastrado como “usuário master”. A decisão também suspendeu os passaportes de Tomaz e as atividades econômicas de suas empresas.
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As medidas incluem a empresa Alcazar Brasil Ltda. e outras companhias vinculadas a Tomaz, como Alcazar Holdings Unipessoal, Alcazar Global Holdings e Cathedral – Holdings SGPS. O bloqueio e a indisponibilidade de bens móveis e imóveis, incluindo aviões e embarcações, foram determinados até o limite de R$ 6 bilhões.
Moraes também ordenou o cancelamento dos passaportes do investigado, inclusive de um documento diplomático, e a suspensão das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as companhias relacionadas a ele.
Usuário master
De acordo com a Polícia Federal (PF), o cadastro permitia a Flávio ter “acesso operacional relevante” à conta bancária e “sustenta a hipótese de sua eventual participação econômica ou societária de fato na empresa”.
Os indícios surgiram a partir de e-mails trocados entre uma secretária do advogado e uma funcionária do banco Santander. Em maio do ano passado, a secretária de Tomaz, Fayla Menezes, escreveu à agência bancária solicitando a alteração do “usuário master” da conta da Alcazar Holdings.
“Na oportunidade peço por gentileza no gerenciador do usuário master desassociar as contas abaixo”, escreveu a secretária, listando em seguida um número e o nome de Flávio, além de outra conta de Willer Tomaz. O banco atendeu ao pedido: “As contas foram excluídas do contrato, conforme solicitado”.
A apuração começou no Rio Grande do Sul, onde a PF investigava suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Um dos alvos do inquérito era a casa de apostas Blaze. Com autorização judicial, o sigilo telemático de Willer Tomaz foi quebrado.
Risco de fuga e destruição de provas
Segundo a decisão, a saída de Willer Tomaz do país agravou o risco de destruição de provas consideradas necessárias à investigação, especialmente aquelas relacionadas a fundos e empresas constituídas no exterior. O advogado deixou o Brasil com destino a Miami, nos Estados Unidos, em 21 de agosto de 2026, sem registro de retorno, segundo o documento. Ele deixou o país após a Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes em benefícios do INSS.
Moraes determinou ainda que bancos e instituições financeiras encaminhem, no prazo de 24 horas, todas as informações referentes às contas bancárias das empresas, incluindo os cotitulares anteriores e atuais. Também foi determinada a comunicação imediata das medidas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ao Banco Central, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), à Superintendência de Seguros Privados (Susep) e à Secretaria Especial da Receita Federal.
Avião compartilhado
A Alcazar Holdings é dona de uma das três cotas do jatinho particular utilizado por Flávio e Tomaz em uma viagem de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, para o Brasil, em janeiro de 2025. O avião, um Legacy 650 de prefixo PP-NLR, tinha três proprietários na época do voo: Tomaz, por meio da Alcazar Holdings; Laerte Cosentino, dono da Totvs; e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, por meio da empresa Prime You.
Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro são próximos. O candidato à Presidência já disse mais de uma vez que eles são amigos. Mas ambos negam que tenham negócios em comum.