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đ§Ą Ver Ofertas na ShopeeA exclusĂŁo dos estados e municĂpios da reforma da previdĂȘncia como resultado de uma luta polĂtica entre deputados federais versus governadores e deputados estaduais vai inviabilizar o saneamento das finanças da maioria .
A fila daqueles que jĂĄ nĂŁo estĂŁo pagando salĂĄrios e aposentadorias vai crescer.
Basta verificar os dados sobre a evolução dos gastos com pessoal, aposentados e da receita lĂquida, como mostra estudo do Instituto Fiscal Independente (IFI).
A trajetĂłria Ă© insustentĂĄvel. No caso do Rio de Janeiro, o dĂ©ficit da previdĂȘncia jĂĄ representa 30% da receita corrente lĂquida.

De acordo com estudo do IFI, a despesa com os aposentados e pensionistas cresce continuamente desde 2014, enquanto as despesas com os funcionĂĄrios da ativa apresentam ligeiro declĂnio â indĂcio de que os governadores, ao nĂŁo conseguirem estancar o crescimento da despesas com os aposentados, seguraram aumento dos salĂĄrios da ativa.
Isso mostra tambĂ©m que, sem reformar a PrevidĂȘncia, as finanças estaduais nĂŁo se ajustam.
O estudo do IFI revela tambĂ©m a evolução dos gastos da PrevidĂȘncia. Somavam cerca de R$ 250 bilhĂ”es em 2006 e chegaram a cerca de R$ 400 bilhĂ”es em 2017.
Com um rombo tão grande nas finanças não sobra dinheiro para tapar pequenos buracos de ruas e estradas.
Os estados tĂȘm peso na composição do gasto pĂșblico e relevĂąncia na construção de um cenĂĄrio de estabilidade e crescimento da economia.
Se cada estado e municĂpio tiver de travar uma batalha polĂtica nas assembleias e cĂąmaras, jĂĄ sabemos o que vai acontecer: poucos terĂŁo força polĂtica para vencer resistĂȘncias corporativas locais.
O desempenho dos governadores, que estão no primeiro ano de mandato, ficarå também comprometido. Basta ver o resultado da eleição passada.
Nos estados com finanças em desordem, os eleitores optaram pela mudança de comando, negando reeleição aos que não tiveram coragem ou força para enfrentar o problema.
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Com G1