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Parceria com Governo Federal levará programa ‘Maria da Penha vai à Escola’ para todo o Brasil

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Maria da Penha vai à Escola

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) formalizou nesta quinta-feira (24), a parceria com o programa Maria da Penha vai à Escola por meio da assinatura do 2º termo aditivo ao Acordo de Cooperação Técnica (ACT). Com isso, o projeto desenvolvido no Distrito Federal (DF), a partir de agora, deve ser levado para o restante do país. 

O suporte à ampliação das ações será dado pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM) – órgão da estrutura do MMFDH – que já atuava como parceira da iniciativa desde o ano passado. O objetivo da secretaria é fomentar cada vez mais a expansão do programa.

 Para o idealizador do Maria da Penha vai à Escola, juiz Ben-Hur Viza, a parceria com o Governo Federal é indispensável para que o projeto, inicialmente implementado na rede pública de ensino do DF, chegue às mais diversas localidades do Brasil. 

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 “A secretaria está ingressando agora formalmente, mas já estava promovendo a divulgação desse programa em âmbito nacional desde muito antes, incentivando que o programa chegasse a outros estados. Cada instituição parceira faz diferença no sucesso do trabalho, que tem mudado vidas”, destacou.

 A titular da SNPM, Cristiane Britto, comemorou a formalização da parceria. “Essa expansão terá início no Acre, onde as tratativas para a implementação do programa já estão avançadas. Com essa parceria, teremos a chance de promover uma política de Estado que ultrapassa o imediatismo tão costumeiro”, afirmou a secretária. 

 A secretária também apresentou outras ações estruturadas ao longo de 2020, como o projeto Mais Mulheres na Política, o Plano Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio – previsto para ser lançado em novembro – e a ampliação dos serviços oferecidos pelo Ligue 180.  

 “São novas ferramentas para facilitar a denúncia, disponibilizadas pelo Ministério, como o aplicativo Direitos Humanos Brasil, o site ouvidoria.mdh.gov.br e a possibilidade de encaminhar denúncias por meio do Telegram. Além disso, o Ligue 180 foi preparado para acolher e encaminhar casos de violência política para o Ministério Público Eleitoral”, completou. 

 Além do órgão integrante da estrutura do MMFDH, o termo aditivo insere a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, como mais uma parceira que dará suporte às ações do programa. 

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 Solenidade

Organizado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), o evento celebrou o 8º aniversário do Núcleo Permanente Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Distrito Federal (NJM).

O setor desenvolve ações de enfrentamento e prevenção à violência doméstica e familiar contra a mulher, divididas entre os eixos judicial, policial e comunitário. É neste último que se insere o programa Maria da Penha vai à Escola, com o objetivo primordial de promover e divulgar a Lei Maria da Penha nas escolas públicas de todo o país.

Por meio da capacitação de profissionais da educação, é estimulada a implementação de projetos pedagógicos que discutam o tema com os alunos, além de orientá-los quanto à notificação das situações de violência, nas quais se inclui a violência sexual contra crianças e adolescentes.

São signatários do ACT, além do TJDFT, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a Secretaria de Educação do DF, a Secretaria de Segurança Pública do DF, a Secretaria da Mulher do DF, a Secretaria de Justiça do DF, a Polícia Civil e a Polícia Militar do DF, a Defensoria Pública do DF, a OAB/DF, a Universidade de Brasília (UnB) e o Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).

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De acordo com o tribunal, desde a sua criação, em 2016, o Maria da Penha Vai à Escola alcançou cerca de 350 escolas públicas do DF, com quase 4 mil profissionais de educação capacitados e mais de 7,3 mil alunos impactados por alguma de suas atividades. 

Além disso, em parceria com a Subsecretaria de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EAPE), o programa realizou ações de capacitação a distância, que alcançaram quase 1 mil profissionais da educação e das redes de proteção.

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