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🧡 Ver Ofertas na ShopeePresidente elogiou Itamaraty por barrar entrada de funcionários americanos que vieram questionar sistema eleitoral; ele também afirmou que só voltará a receber embaixadores estrangeiros após as eleições de outubro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (5) que a revogação do visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, foi uma “atitude irresponsável, impensada” do governo de Donald Trump. A declaração foi dada em entrevista aos canais do YouTube Meteoro Brasil e Os Três Elementos.
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Lula também elogiou a decisão do Itamaraty de barrar a entrada no Brasil de dois funcionários do Departamento de Estado americano que, segundo o jornal The Washington Post, tinham a missão de questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
Crise diplomática se aprofunda
A relação entre os dois países se deteriora nas últimas semanas. O Departamento de Estado americano afirmou que a revogação do visto de Viotti será cancelada se o Brasil conceder o aval — procedimento conhecido como agrément — para que o indicado por Trump, Daniel Perez, assuma como embaixador em Brasília.
Lula mencionou que Trump assumiu o governo há mais de um ano e não enviou imediatamente um embaixador para o Brasil, para depois pressionar o país a aceitar rapidamente o nome indicado. Ele também afirmou que pediu a Trump que autorizasse a entrada nos EUA de 11 autoridades brasileiras que estão proibidas de viajar ao país, mas não foi atendido.
Soberania e eleições
O presidente disse que eventuais intromissões estrangeiras nas eleições brasileiras não serão aceitas. Em tom irônico, afirmou que se o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, fizer campanha para seus adversários, a manobra poderá dar errado: “Se o secretário de Estado quiser vir aqui fazer comício para o meu adversário, é até bom”.
Lula também declarou que só voltará a receber embaixadores de outros países, quaisquer que sejam, depois das eleições de outubro.
Contexto eleitoral
O presidente aposta em um discurso de soberania nacional para aumentar sua popularidade contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal candidato de oposição e alinhado a Trump. Lula lidera as pesquisas: no primeiro turno, tem 39% contra 30% de Flávio, segundo a Quaest. No segundo turno, o presidente tem 44% contra 39%.