Saúde

Estudo revela que anticoagulantes podem ajudar a retardar o declínio cognitivo

(Pixabay)

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Um estudo conduzido pelo Instituto Karolinska, na Suécia, e publicado no European Heart Journal, sugere que o uso de anticoagulantes orais de ação direta (NOAC) pode retardar o declínio cognitivo em pacientes com fibrilação atrial e doença de Alzheimer. A pesquisa analisou dados de mais de 7.300 pacientes no Registro Sueco de Transtornos Cognitivos/Demência (SveDem) e comparou os efeitos de diferentes tratamentos sobre a saúde do cérebro.

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A fibrilação atrial é um distúrbio no ritmo do coração muito comum em idosos e que aumenta o risco de coágulos sanguíneos. Por isso, o uso de remédios anticoagulantes é frequente nessa população. No entanto, o impacto desses medicamentos sobre a memória e a cognição ainda não havia sido detalhado.

Comparação entre tratamentos

Os pesquisadores dividiram os 7.308 participantes em três grupos:

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  1. Pacientes que usaram anticoagulantes modernos (NOAC);

  2. Pacientes que usaram a warfarina (anticoagulante tradicional);

  3. Pacientes que não tomaram nenhum anticoagulante.

A função cognitiva foi avaliada ao longo de vários anos por meio do teste Mini-Exame do Estado Mental (MMSE). O estudo observou que os usuários dos remédios mais modernos (NOAC) perderam, em média, menos pontos por ano na escala de memória do que os outros grupos.

Embora a diferença anual seja pequena para cada pessoa, os pesquisadores destacaram que, com o passar dos anos, ela pode fazer grande diferença na preservação da memória em pacientes com Alzheimer e problemas cardíacos.

“Há razões para acreditar que o tratamento pode ter um efeito positivo na cognição, melhorando o fluxo sanguíneo e reduzindo pequenos danos no cérebro”, explicou Maria Eriksdotter, professora de medicina geriátrica do Instituto Karolinska.

Benefícios adicionais e riscos

Além de proteger a cognição, o uso dos anticoagulantes modernos foi associado a:

  • Menor risco de morte;

  • Menor chance de AVC (derrame cerebral);

  • Menor incidência de coágulos e fraturas.

Os pacientes que usaram warfarina também tiveram menos mortes e AVCs do que quem não tomou remédio, mas apresentaram um risco maior de hemorragias graves.

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Limitações e próximos passos

Os autores ressaltam que, por ser um estudo observacional (que apenas acompanha os pacientes), ainda não é possível comprovar 100% que o remédio é a única causa da melhora. Mesmo assim, os pesquisadores acreditam que as descobertas abrem portas para considerar os benefícios dos anticoagulantes na preservação da memória de idosos.

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