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A plataforma de autoexclusão do governo federal já foi utilizada por 574 mil brasileiros desde seu lançamento em dezembro de 2025.
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Os principais motivos
De acordo com dados do Ministério da Saúde, 41% dos pedidos foram motivados pela perda de controle sobre o jogo ou por impactos na saúde mental — o que representa cerca de 207 mil usuários. Outros motivos citados foram:
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Medo de vazamento de dados pessoais: 18%
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Dificuldades financeiras: 12%
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Prevenção e decisão voluntária: 13%
Bloqueio por tempo indeterminado é maioria
Cerca de 70% das pessoas que aderiram ao sistema optaram pelo bloqueio por tempo indeterminado. Entre aqueles que escolheram um prazo determinado, a opção mais selecionada foi o período de um ano.
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Como funciona a ferramenta
A plataforma permite que o usuário solicite o bloqueio voluntário de seu CPF em todas as plataformas autorizadas a operar no país. O sistema impede simultaneamente o acesso às contas vinculadas, bloqueia novos cadastros e suspende o envio de publicidade relacionada a apostas.
Além da exclusão, a ferramenta reúne informações sobre saúde mental, orientações de prevenção e links de atendimento do SUS voltados para pessoas afetadas pelo uso compulsivo de apostas online. O sistema também oferece testes de autoavaliação desenvolvidos em parceria com a Febraban e o Ministério da Saúde.
Pesquisa inédita sobre apostas e saúde mental
O governo anunciou investimento de R$ 6 milhões para a realização da primeira pesquisa nacional sobre apostas e saúde mental no âmbito do SUS. O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo e deve mapear os efeitos das apostas no cotidiano da população brasileira. A previsão é que os resultados sejam divulgados ainda neste ano.
O que disse o ministro da Saúde
Em nota, o ministro Alexandre Padilha afirmou:
“Estamos criando instrumentos modernos para enfrentar um problema contemporâneo com respostas concretas, baseadas em evidências e orientadas pela proteção da população.”
Onde buscar ajuda
Pessoas que precisarem de apoio podem procurar atendimento em unidades básicas de saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (Caps) ou outros serviços especializados disponíveis pelo SUS Digital.
