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Corpo de cacique Waiãpi será exumado no Amapá

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Os investigadores que apuram a morte do cacique Emyra Waiãpi no Amapá decidiram exumar o corpo do indígena, com autorização de lideranças das aldeias, na próxima sexta. O governo do Estado disponibilizou um helicóptero para ir à terra indígena buscar o corpo na aldeia onde está enterrado e transportá-lo a Macapá para exames com objetivo de identificar a causa da morte.

A expectativa é que no final da sexta-feira seja elaborado um laudo a partir do exame necroscópico feito pelos peritos. O corpo será devolvido à aldeia no mesmo dia.

A definição da causa da morte vai orientar a linha de investigação. O Ministério Público Federal abriu dois procedimentos, um no âmbito criminal, sobre o homicídio, e um cível, sobre a notícia da invasão por garimpeiros.

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As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas, embora os indígenas acusem garimpeiros ilegais de atacarem as aldeias. Em buscas preliminares, orientadas pelos índios Waiãpis, policiais militares do BOPE e policiais federais estiveram no território indígena, mas não encontraram evidências da presença de invasores.

“Os locais aos quais os policias foram levados pelas lideranças indígenas, que são os locais onde supostamente teria havido essa invasão, não se achou qualquer resquício ou vestígio da presença de não indígenas. O que não significa dizer que não haja invasão ou que pessoas, sejam garimpeiros ou caçadores, atravessem, eventualmente, a terra indígena, porque é uma área muito grande e é impossível ter o controle absoluto”, disse o procurador da República Rodolfo Lopes.

Nesta quarta-feira, os indígenas reiteraram a denúncia de que há invasores armados em seu território. Dois deles prestaram depoimento ao Ministério Público Federal em Macapá.

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Em nota, o Conselho das Aldeias Wajãpi divulgou relato de um jovem morador da comunidade que teria avistado ontem um homem barbado portando uma espingarda calibre 12, às margens de um igarapé. Hoje, eles disseram ter encontrado novos rastros de pessoas nos arredores da aldeia CTA, que fica próxima à BR-210.

Os indígenas se organizaram em grupos para vigiar as aldeias e começaram a fazer buscar pelos supostos invasores. Eles pediram que PF e o Exército sejam deslocados até a Terra Indígena Wajãpi para dar proteção às aldeias até que se certifiquem que os supostos invasores não estejam mais dentro da área.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que esteve com os indígenas, disse que as forças de segurança permaneceram menos de 24 horas na região das aldeias.

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“Os Waiãpis estão muito receosos, chocados com o acontecimento, porque a liderança que morreu era muito representativa para eles. É natural que estejam se sentindo ameaçados de sofrerem algum tipo de invasão”, afirma o procurador.   

 

 

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*Com Agência Brasil

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