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Sem Carnaval, ambulantes perdem principal fonte de renda do ano

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Além de decepcionar foliões, o cancelamento das comemorações do Carnaval em meio a uma nova onda de Covid-19 no Brasil também significa que os vendedores ambulantes perderão o que, para muitos deles, é o principal retorno financeiro do ano.

Cláudia Máximo Torres e sua esposa, Daylane, costumam vender cerca de 10 mil latas de cerveja durante o Carnaval de São Paulo, o que representa um ganho de mais de R$ 7 mil.

“No Carnaval, são números mirabolantes, bem assustadores”, disse Torres, de 38 anos. “Agora vamos ter que jogar tudo pela janela.”

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O casal está entre as dezenas de milhares de vendedores ambulantes que, sem poder circular com suas caixas térmicas entre as multidões que se aglomeram no feriado, perderão o resultado positivo anual.

“Os ambulantes trabalham conosco todo ano e estão sofrendo bastante”, disse Jean Jereissati, CEO da fabricante de bebidas Ambev.

A Ambev, que costuma realizar grandes campanhas promocionais em cooperação com os ambulantes no Carnaval, desta vez está lançando um programa de auxílio aos vendedores.

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A empresa estima que cerca de 20 mil pessoas farão uso do programa, que dará 255 reais em assistência a vendedores individuais em forma de cestas de produtos e cupons.

Embora o auxílio possa parecer pequeno, Torres o comparou aos pagamentos emergenciais realizados pelo governo no ano passado, que chegaram a R$ 600 por mês.

Torres disse que apesar de ter descartado há muito tempo um Carnaval normal neste ano, está depositando suas esperanças em uma coisa: “A vacina.” “No ano que vem, se Deus quiser, o Carnaval vai poder voltar”, afirmou.

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Nesse sentido, a Ambev também detectou em meio à pandemia que caixas térmicas que anteriormente eram compradas para o período de Carnaval seriam úteis nos postos de saúde para o armazenamento adequado de vacinas contra a Covid-19, o que levou a empresa a doar cerca de 5 mil caixas ao Ministério da Saúde.

“O que antes a gente comprava para o Carnaval, compramos para doar para o Ministério da Saúde, com uma pequena adaptação, de uma maneira que pudesse armazenar as vacinas nesses milhões de postos de saúde do Brasil”, afirmou Jereissati.

Segundo ele, as caixas térmicas adquiridas e doadas pela Ambev poderão transportar e armazenar 3 milhões de vacinas.

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“Desde o início da pandemia, a Ambev está olhando para dentro de si e se perguntando quais são os nossos recursos, competências e capacidades que podemos usar para ajudar o Brasil a passar por tudo isso”, acrescentou o executivo.

*Com informações de Reuters

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