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Nesta quinta-feira (17), Jorge Luiz Morais de Oliveira, conhecido como ‘Monstro da Alba’, foi condenado a 103 anos de prisão em regime inicial fechado, acusado de matar cinco pessoas – sendo quatro mulheres e um homem – e enterrá-las em sua casa.
Com os agravantes de reincidência e ocultação de cadáveres, os crimes praticados contra três das vítimas (Renata Pedrosa Moreira, Paloma Aparecida dos Santos e Carlos Neto Alves de Matos) resultaram em penas de 19 anos e oito meses de reclusão cada, e de 22 anos nos casos de Andrea Gonçalves Leão e Natasha Silva Santos.
As condenações, somadas, chegam a 103 anos. O júri ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo (SP), e se estendeu por dois dias.
No 1º dia de júri, na tarde de quarta-feira (16), testemunhas do caso foram ouvidas e o réu interrogado por videoconferência, de acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Os trabalhos foram retomados hoje com os debates entre acusação e defesa.
Em 17 de novembro passado, uma ossada concretada foi encontrada no muro de uma casa reformada por Oliveira, que trabalhava como pintor de parede, e então o caso foi reaberto.
Ainda naquele mês, a Polícia Civil informou que interrogaria o homem a respeito da ossada humana dentro do muro.
Os ossos foram levados à perícia, para determinar a identidade do morto e por quanto tempo estiveram no local.
Jorge Oliveira havia sido preso em 2015, após policiais encontrarem cinco corpos dentro da casa onde ele vivia, na favela Alba, no Jabaquara, na zona sul paulistana. Ele confessou os crimes. Antes disso, ele já havia cumprido 17 anos na cadeia – de 1996 a 2013 – pelo assassinato de outras duas pessoas entre 1994 e 1995.