Brasil

Carnaval de Pernambuco registra 29 casos de pessoas furadas por agulhas

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco registrou 29 casos de pessoas que foram furadas por agulhas durante o Carnaval de 2024. Os casos, que podem ser resultado da ação de “carimbadores”, como são chamadas as pessoas que furam indivíduos com objetos pontiagudos com o objetivo de transmitir doenças, foram concentrados no Hospital Correia Picanço, no Recife, e ocorreram entre os dias 9 e 15 de fevereiro.

Das 29 vítimas, 16 eram mulheres e 13 homens. A maioria dos casos foi registrada no Recife, durante o Galo da Madrugada e no Marco Zero. Houve também 11 casos em Olinda. Em geral, as vítimas não conseguem identificar o autor da agulhada em meio à multidão.

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No ano anterior, foram relatados apenas dois casos de vítimas de agulhadas por indivíduos não identificados. Já em 2020, pelo menos 41 foliões afirmaram terem sido feridos entre os dias 15 e 23 de fevereiro, conforme dados da secretaria. Estes incidentes ocorreram durante as celebrações do Carnaval em Recife, Olinda e Orobó (PE).

Ainda não se sabe se as agulhas estavam contaminadas. Popularmente conhecidos como “carimbadores”, esses agressores são responsáveis por furar outras pessoas com objetos pontiagudos, como seringas e agulhas, com intenção de transmitir doenças. O termo também é associado ao grupo que pratica sexo desprotegido sem mencionar o HIV aos parceiros, visando à transmissão da doença.

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Um dos casos deste Carnaval foi o de Letícia Almeida de Araújo, de 18 anos. Ela relata ter sentido uma “queimação” no braço direito enquanto participava de um show na Praça do Carmo, em Olinda (PE), no dia 9 de fevereiro.

“Naquele momento, não consegui verificar direito, mas quando encontrei um local mais tranquilo, percebi que havia um furo, com um pouco de sangue. Já tinha ouvido falar desses casos [carimbadores]. Ao ver o ferimento, pensei ‘e agora?’. Realizei todos os exames de sangue, rapidamente, para HIV e hepatite, e todos deram negativos, não contraí as doenças. Porém, a médica explicou que algumas podem se manifestar após 30 dias ou mais”, disse ela ao portal UOL.

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Letícia está seguindo o protocolo de medicação que faz parte da PEP (Profilaxia Pós-Exposição ao HIV), uma medida de prevenção à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis). Este protocolo também é recomendado em situações como violência sexual, acidente com material biológico ou exposição sexual consentida com o rompimento do preservativo.

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