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A taxa de analfabetismo no Brasil é 2,7 vezes maior entre os quilombolas em comparação com a população total, segundo dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta sexta-feira (19/8).
Entre cerca de um milhão de quilombolas com 15 anos ou mais, vivendo dentro e fora de territórios oficialmente delimitados, 81,01% são alfabetizados e 18,99% são analfabetos. A taxa de analfabetismo entre os quilombolas é 2,7 vezes maior que a da população em geral, que é de 7%.
O IBGE destaca que a taxa de analfabetismo entre quilombolas acima de 15 anos é de 19,75% para aqueles que vivem dentro de territórios quilombolas oficialmente delimitados e de 18,88% para aqueles que vivem fora desses territórios.
A diferença na taxa de analfabetismo entre quilombolas e a população em geral é maior entre os mais velhos. Até os 29 anos, a diferença na taxa de alfabetização entre a população geral e os quilombolas é inferior a 3 pontos percentuais. A disparidade aumenta nas faixas etárias seguintes, chegando a 33,68 pontos percentuais entre aqueles com 65 anos ou mais.
Segundo o IBGE, esses números evidenciam um maior acesso a oportunidades educacionais pelas gerações quilombolas mais novas em relação às mais velhas.
O estudo também apresenta recortes regionais. As maiores taxas de alfabetização são encontradas no Sul (89,96%), Norte (87,45%) e Centro-Oeste (86,56%), enquanto as menores estão no Nordeste (78,40%) e Sudeste (85,32%). Em todas as regiões, a taxa de alfabetização entre quilombolas é inferior à da população total.
O IBGE ressalta que em 81,58% dos municípios com quilombolas, as taxas de analfabetismo entre essa população estão acima da média da população residente.