Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão.
Na manhã deste sábado (7), uma anomalia detectada em uma pilha de rejeitos da mina Turmalina, no povoado de Casquilho, em Conceição do Pará (MG), levou à evacuação de 67 moradores de 17 casas, além de trabalhadores do local. O incidente causou deslizamento de rejeitos e movimentação de terra, atingindo um imóvel e parte de um posto de combustíveis. Apesar dos danos, não houve registro de feridos.
A Jaguar Mining, empresa responsável pela unidade, informou em nota que a anomalia foi identificada durante inspeção de rotina e que “as devidas providências foram tomadas, incluindo a notificação aos órgãos fiscalizadores e regulatórios”. A mineradora também garantiu que está prestando suporte aos moradores afetados. Contudo, detalhes específicos sobre a anomalia não foram divulgados.
A mina Turmalina abriga operações subterrâneas de extração de ouro e uma usina de processamento. A Prefeitura de Conceição do Pará afirmou que “aguarda inspeção que será realizada por empresa contratada pela responsável pela unidade” e destacou a existência de um plano de contingência para lidar com emergências. “O Município, em conjunto com a Jaguar Mining, tem um plano de contingência para agir rápido em casos que demandarem”, informou.
Conforme o Departamento de Comunicação da Prefeitura, uma residência foi danificada pelos rejeitos sólidos deslocados, e os moradores evacuados foram encaminhados para casas de familiares ou hotéis.
Autoridades Mobilizadas
A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros de Nova Serrana e a Polícia Militar foram acionados para monitorar e gerenciar a situação. Um posto de comando foi montado para coordenar as operações. Por volta das 16h20, os Bombeiros alertaram sobre a possibilidade de novos deslizamentos, cogitando, inclusive, a evacuação total do povoado.
Intervenção do Governo Federal
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, emitiu um comunicado no fim da tarde determinando ações imediatas da Agência Nacional de Mineração (ANM). “Considerando que este Ministério de Minas e Energia visa garantir uma mineração segura e sustentável, determino a essa Agência Nacional de Mineração que: adote, de imediato, medidas de fiscalização rigorosas em relação às estruturas e para a efetiva solução da questão, tudo de modo a garantir a segurança total dos trabalhadores e residentes na região”, afirmou Silveira.
O ministro também orientou a ANM a avaliar a necessidade de interditar o complexo minerário ou parte dele, além de revisar normativos e práticas para evitar futuros incidentes semelhantes.
