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Polícia Civil prende 10 suspeitos de planejar atentados a autoridades no Rio Grande do Sul

Reprodução/Polícia Civil

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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, nesta segunda-feira (17), dez pessoas apontadas como integrantes de uma organização criminosa investigada por planejar atentados contra agentes da segurança pública, membros do Ministério Público e do Judiciário. A ofensiva ocorreu em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Ao todo, foram cumpridas 29 medidas judiciais, incluindo sete mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão. A operação também determinou o bloqueio de contas bancárias e a apreensão de sete veículos de luxo, avaliados em cerca de R$ 3 milhões. Os nomes dos detidos não foram divulgados.

Ameaças tinham magistrado como alvo principal

De acordo com as investigações, a polícia obteve conversas trocadas entre integrantes da facção, nas quais criminosos fazem ameaças diretas a servidores públicos. Um magistrado do estado era o principal alvo dos ataques planejados.

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Uma das mensagens, revelada pela imprensa local, demonstra o teor das ameaças:
“Se eu descobrisse onde era a casa do juiz… eu ia acampar para matar ele. Esse delegado é a mesma coisa. Se vier para cima de mim, ou eles me matam ou eu mato eles.”

Facção buscava proteger esquema de narcotráfico

As autoridades afirmam que a motivação dos atentados estava ligada à manutenção das atividades do grupo no narcotráfico. A facção lucrava com a venda de drogas e utilizava a compra de veículos e outros bens para lavar o dinheiro obtido ilegalmente.

O esquema de lavagem de capitais era considerado amplo e sofisticado, envolvendo triangulações, uso de contas de terceiros, empresas de fachada, fracionamento de valores e movimentações estruturadas conhecidas como “smurfing”.

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Relação com líderes presos em 2019

Os investigados seriam gerentes da facção atuante no Vale dos Sinos e manteriam ligação com líderes estaduais presos em 2019 pela DRLD/Denarc. A organização é acusada de manter forte atuação regional e de expandir suas operações mesmo com alguns chefes encarcerados.

Crimes investigados

Os suspeitos devem responder por:

  • Organização criminosa

  • Lavagem de dinheiro

  • Coação no curso do processo

As investigações continuam para identificar outros participantes do esquema.

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