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Banco Central impõe sigilo sobre comunicações entre Galípolo e Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes Foto: Beto Barata/PR

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O Banco Central (BC) decidiu colocar sob sigilo todos os registros de comunicações entre suas autoridades e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), referentes ao processo de liquidação do Banco Master. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles nesta quinta-feira (8).

O pedido de acesso aos registros foi feito pelo veículo por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), que solicitava detalhes sobre reuniões, mensagens e outras comunicações envolvendo o caso do Banco Master. No entanto, o BC negou a disponibilização das informações, alegando a proteção de dados patrimoniais e pessoais.

De acordo com o Banco Central, todas as manifestações técnicas e tratativas do órgão sobre o Master envolvem dados sensíveis, como operações financeiras, informações pessoais de indivíduos, dados patrimoniais e contábeis das instituições supervisionadas, além de informações estratégicas, o que impede a liberação dos documentos solicitados.

“Nos processos em que o Banco Central examina operações de transferência de controle, há, entre outros, dados de operações financeiras protegidos por sigilo bancário; informações pessoais protegidas pelo direito à intimidade e à privacidade; dados patrimoniais, contábeis e estratégicos das instituições supervisionadas, protegidos puelo sigilo empresarial”, explicou o BC na resposta ao pedido de LAI.

O pedido inicial do portal solicitava “cópia de todo e qualquer registro do qual esta autarquia disponha sobre o processo envolvendo a venda do Banco Master para o BRB”.

A decisão de manter o sigilo ocorre em meio a questionamentos da imprensa sobre a atuação de autoridades do BC e do STF no caso. Segundo denúncias, o ministro Alexandre de Moraes teria pressionado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em favor do Banco Master, com ao menos seis conversas sobre o assunto. Ambos negam as alegações.

O caso também chamou atenção devido à contratação do escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, pelo Banco Master, por R$ 129 milhões. Na época, Galípolo afirmou que todas as tratativas envolvendo a liquidação do banco foram devidamente documentadas pelo Banco Central.

A medida segue precedentes recentes, como a decisão do ministro Dias Toffoli de colocar sob sigilo parte do processo do Master no STF, reforçando o caráter sensível das informações sobre o caso.

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