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Ministério Público de SC pede exumação do cão Orelha e investiga conduta de delegado

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O Ministério Público de Santa Catarina solicitou nesta terça-feira (10) a exumação do corpo do cão Orelha, vítima de agressão que resultou em sua morte em Florianópolis. O órgão também abriu um procedimento preparatório para apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil do estado, Ulisses Gabriel, na condução das investigações do caso.

Segundo a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca de Florianópolis, que atua no controle externo da atividade policial, a medida foi tomada “a partir de diversas representações recebidas contra a conduta do delegado-geral no caso Orelha, para avaliar a necessidade de instauração de inquérito civil para possíveis ações judiciais”.

A decisão segue pedidos anteriores de diligências adicionais, motivados por indícios de inconsistências nas investigações. A 10ª Promotoria de Justiça apontou lacunas na apuração da participação dos adolescentes suspeitos da agressão, enquanto a 2ª Promotoria, que acompanha o procedimento sobre suposta coação feita por familiares dos jovens, solicitou aprofundamento das apurações.

Um dos pontos em análise é a possível ausência de vínculo entre a agressão ao cão e a acusação de coação, argumento utilizado pela defesa do único adolescente indiciado e pelos pais de outro jovem inicialmente considerado suspeito, mas posteriormente descartado.

Orelha foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no norte da Ilha de Florianópolis. Resgatado por moradores, o cão morreu no dia seguinte em uma clínica veterinária devido à gravidade dos ferimentos. Laudos da Polícia Científica, com base em parecer veterinário, indicam que o animal sofreu um golpe contundente na cabeça, possivelmente causado por chute ou por objeto rígido, como madeira ou garrafa.

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“O profissional informou que não se tratava de uma lesão imediata, que esse animal havia sido agredido há cerca de dois dias com um golpe na região da cabeça, e essa lesão evoluiu e ele veio a óbito durante o atendimento”, explicou a delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal.

A Polícia Civil utiliza como uma das principais provas um vídeo que mostra o adolescente deixando um condomínio às 5h25 e retornando às 5h58, estimando que a agressão ocorreu por volta das 5h30. A defesa questiona a precisão do horário, afirmando que não há imagens que registrem o momento exato do ataque e que o caso tem sido influenciado por desinformação nas redes sociais.

Os advogados também relataram que o adolescente e sua família vêm sofrendo ameaças virtuais e exposição de dados pessoais. Até o momento, foram ouvidas 24 testemunhas e investigados oito adolescentes suspeitos.

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