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Presidente da Unafisco vira investigado após dizer que é ‘mais fácil investigar o PCC do que autoridades’ e agora não quer mais dar entrevistas com medo de Moraes

(Agência Senado)

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O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kléber Cabral, prestou depoimento remoto à Polícia Federal nesta sexta-feira (20), na condição de investigado no âmbito do chamado Inquérito das Fake News, informou a própria entidade em nota. O depoimento durou cerca de uma hora e meia.

Segundo a Unafisco, Cabral foi investigado “apenas em razão das declarações concedidas à imprensa na quarta-feira, 18 de fevereiro”, quando criticou a operação do Supremo Tribunal Federal (STF) que mirou auditores fiscais suspeitos de acessar indevidamente dados de ministros e familiares.

Em entrevistas à imprensa, o presidente da Unafisco chegou a afirmar que “é mais fácil investigar o PCC do que certas autoridades”, ao comentar sobre a investigação envolvendo o auditor Ricardo Mansano de Moraes, um dos quatro servidores identificados pelo Fisco com acesso irregular a dados fiscais sigilosos.

A operação da Polícia Federal, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, incluiu buscas e apreensões durante o feriado de carnaval, afastamento dos cargos, uso de tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e restrição de saída noturna dos quatro servidores.

Após a intimação, Cabral suspendeu novas entrevistas e, segundo a Unafisco, não há qualquer proibição do Supremo impedindo que ele se manifeste, mas o presidente decidiu não comentar o conteúdo de seu depoimento devido ao sigilo do processo.

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Em nota, a Unafisco esclareceu:

“O presidente da Unafisco Nacional, auditor-fiscal Kléber Cabral, prestou depoimento hoje, de modo remoto, à Polícia Federal. Ele foi ouvido na condição de investigado no âmbito do chamado Inquérito das Fake News, apenas em razão das declarações concedidas à imprensa na quarta-feira, 18 de fevereiro. Conforme informado pela autoridade policial, o procedimento tramita sob sigilo, razão pela qual o presidente da entidade não poderá comentar o conteúdo do depoimento neste momento.”

O caso segue sob sigilo, e a investigação visa apurar acessos indevidos a dados fiscais de ministros do STF e seus familiares, dentro do inquérito que tem mobilizado auditores e gerado críticas de representantes da categoria.

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