Brasil

Moraes diz que assassinato de Marielle envolveu racismo e misoginia

YouTube video player

Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão.
Telegram: [link do Telegram]
WhatsApp: [link do WhatsApp]

A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, na manhã desta quarta-feira (25), o julgamento da Ação Penal 2.434, que analisa a acusação contra cinco investigados por planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes abriu a fase de votos e afirmou que o crime deve ser compreendido não apenas como um atentado contra uma parlamentar, mas também como um episódio marcado por racismo, misoginia e pela tentativa de intimidação política.

Durante a sessão, Moraes destacou que o assassinato reuniu elementos políticos e discriminatórios. Segundo o ministro, Marielle era “uma mulher preta, pobre, que estava peitando os interesses de milicianos”, e o crime teria sido pensado também como um recado simbólico.

CONTINUE LENDO APÓS O ANÚNCIO

“Se juntou a questão política com misoginia, com racismo, com discriminação. Qual o recado mais forte que poderia ser feito? E na cabeça misógina de executores, quem iria ligar para isso?”, afirmou.

Para o relator, o homicídio representou uma tentativa de dominação por parte do crime organizado e também um ato de violência de gênero, ao interromper a atuação de uma mulher que confrontava interesses de milicianos descritos por ele como homens brancos e ricos.

“O assassinato de Marielle tem que ser compreendido não só como atentado a parlamentar, mas um crime na ideia de dominação do crime organizado, e também de violência de gênero”, declarou.

CONTINUE LENDO APÓS O ANÚNCIO

Ao delimitar o objeto da ação penal, Moraes explicou que o julgamento trata da chamada autoria imediata e da tese de crime político sustentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo o ministro, a acusação aponta que o homicídio teve motivação política, relacionada à perpetuação de mecanismos de ocupação irregular do solo e grilagem de terras. Nesse contexto, teria havido a escolha deliberada de um alvo para eliminar uma opositora e enviar um recado a outros adversários.

“Dentro dessa ideia de eliminar, não só a opositora política, mas mandar um recado aos opositores políticos, o simbolismo que seria esse homicídio, houve a determinação para que isso ocorresse”, afirmou.

CONTINUE LENDO APÓS O ANÚNCIO

No segundo dia de julgamento, Moraes também destacou que, de acordo com a denúncia, os irmãos Domingos e João Francisco Brazão são apontados como mandantes dos assassinatos.

O julgamento segue na 1ª Turma do STF, que decidirá sobre a responsabilidade penal dos acusados com base nas provas reunidas ao longo da instrução processual.

CONTINUE LENDO APÓS O ANÚNCIO

VEJA TAMBÉM

Brasil

Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram] WhatsApp: [link do WhatsApp]O ex-banqueiro Daniel Vorcaro,...

Ciência e Tecnologia

Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram] WhatsApp: [link do WhatsApp]O avanço da inteligência...

Destaques

Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram] WhatsApp: [link do WhatsApp] A Agência Nacional...

Saúde

Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão. Telegram: [link do Telegram] WhatsApp: [link do WhatsApp]Pesquisadores do Instituto do...

© 2026 Todos os direitos reservados Gazeta Brasil.

Sair da versão mobile