A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realizou nesta segunda-feira (9) uma operação em dois estados para desarticular um esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa Comando Vermelho. Segundo as investigações, o grupo movimentou ao menos R$ 136 milhões em cerca de um ano. Dois suspeitos foram presos.
A ação é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), que cumprem 38 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, imóveis de alto padrão e outros bens ligados aos investigados.
Entre os alvos está Piero Gabriel Ramos, apontado como um dos líderes do esquema. Durante buscas na residência dele, na Baixada Fluminense, policiais encontraram na garagem um carro de luxo da marca Jaguar que havia sido roubado em 2024. O suspeito foi localizado na Região dos Lagos e acabou preso em flagrante por receptação.
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Outro investigado é Raphael Ferreira Duarte, que possuía um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio. Ele foi localizado e preso na cidade de Oliveiras, no interior de Minas Gerais.
As investigações começaram após uma instituição financeira identificar irregularidades na abertura de contas empresariais e na concessão fraudulenta de crédito. Inicialmente, o prejuízo estimado era de R$ 5,2 milhões.
Com o avanço das apurações e a análise de relatórios de inteligência financeira, os policiais identificaram movimentações de valores elevados incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos. De acordo com a Draco, o grupo mantinha uma estrutura organizada para movimentar e ocultar recursos ilícitos em grande escala.
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Ainda segundo os investigadores, o principal operador financeiro da organização foi responsável por movimentar sozinho os R$ 136 milhões em cerca de dez meses. Ele já havia sido alvo de investigações por golpes aplicados contra seguradoras.