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PF prende delegado e ex-secretário por venda de influência para o Comando Vermelho

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A Polícia Federal prendeu na manhã desta segunda-feira (9) um delegado da corporação e o ex-secretário estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, durante a Operação Anomalia, que investiga um núcleo criminoso suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para favorecer um traficante internacional de drogas.

O delegado preso foi identificado como Fabrizio Romano. Além deles, uma advogada e um policial penal também são alvos da operação, que mira principalmente o traficante Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Jóias. Ex-deputado estadual e ligado ao Comando Vermelho, ele responde por tráfico de drogas, venda de armas, lavagem de dinheiro e corrupção. TH Jóias está preso desde setembro do ano passado.

A investigação se intensificou após a detenção de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em dezembro, dentro da Operação Unha e Carne. Na semana passada, a Polícia Federal concluiu o indiciamento de Bacellar e de TH Jóias, apontando suspeitas de ligação com integrantes da facção criminosa e repasse de informações sigilosas para favorecer atividades do tráfico.

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Outra pessoa indiciada é Flávia Júdice Neto, ex-assessora da Assembleia Legislativa e familiar do desembargador Macário Júdice Neto. Segundo a investigação, ela teria repassado dados sensíveis de investigações relacionadas a TH Jóias para integrantes do Comando Vermelho.

O inquérito também aponta que o ex-deputado teria negociado armas, fuzis e equipamentos antidrones destinados à organização criminosa, utilizando a estrutura de seu mandato para beneficiar o grupo.

A Operação Anomalia integra a força-tarefa Missão Redentor II, criada em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a inteligência e a repressão aos principais grupos criminosos violentos do Rio de Janeiro, identificando conexões entre organizações criminosas e agentes públicos.

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Os investigados poderão responder, conforme o grau de participação, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

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