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Caso Henry Borel: Começa hoje o julgamento de Jairinho e Monique Medeiros no Rio

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Começou nesta segunda-feira (23), no 2º Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no Centro da cidade, o julgamento do caso de Henry Borel, menino que morreu há cinco anos com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Estão sendo julgados o padrasto da criança, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como doutor Jairinho, e a mãe de Henry, Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida. Se condenados, ambos podem pegar mais de 50 anos de prisão cada um. Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação de testemunha, enquanto Monique é acusada de homicídio por omissão, tortura e coação.

O julgamento envolve versões diferentes sobre o que ocorreu no apartamento. O Ministério Público sustenta que Henry era vítima de violência constante, praticada por Jairinho e com o conhecimento da mãe, e que na noite da morte sofreu agressão intensa, incompatível com qualquer acidente. Já as defesas afirmam que as lesões podem ter ocorrido antes de o menino chegar ao apartamento e questionam a perícia e a investigação.

O laudo do Instituto Médico Legal indica que Henry morreu devido a hemorragia interna causada por laceração do fígado, além de 23 lesões pelo corpo, incluindo cabeça, rins e pulmões. A acusação sustenta que isso descarta qualquer hipótese de queda acidental, como alegado inicialmente pelos réus.

Outro ponto central do julgamento é a conduta de Monique. O Ministério Público afirma que ela sabia das agressões e não protegeu o filho, caracterizando homicídio por omissão. A defesa, por sua vez, argumenta que Monique sofria manipulação psicológica em um relacionamento abusivo e que apenas percebeu a gravidade da situação após ter acesso às provas durante o processo.

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Sete jurados foram selecionados para decidir sobre as questões principais do caso: se Henry morreu por agressões, se houve tortura e homicídio qualificado, e se Monique teve responsabilidade por omissão.

O julgamento deve durar entre cinco e dez dias, e os jurados ficarão isolados, sem acesso a celulares, internet ou televisão, para garantir imparcialidade.

O caso de Henry Borel ganhou grande repercussão nacional e se tornou símbolo do combate à violência infantil. Em diferentes pontos do Rio de Janeiro, outdoors e mensagens pedem justiça pela criança.

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