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Cláudio Castro renuncia ao Governo do RJ às vésperas de julgamento no TSE

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Em um movimento estratégico para tentar preservar seus direitos políticos, o governador Cláudio Castro anunciou sua renúncia na noite desta segunda-feira (23). A decisão ocorre poucas horas antes da retomada de um julgamento crucial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde Castro é acusado de abuso de poder político e econômico na campanha de 2022. Caso fosse cassado no exercício do cargo, ele ficaria inelegível por oito anos.

No Palácio Guanabara, Castro justificou a saída como um passo em direção a “novos projetos”, confirmando que pretende disputar uma vaga no Senado.

“Saio com a cabeça completamente erguida e liderando as pesquisas. Poder liderar o meu Estado pelos últimos seis anos foi o maior orgulho da minha vida”, afirmou o agora ex-governador, que destacou em seu balanço operações na segurança pública e a votação recorde que o elegeu.

A renúncia de Castro altera drasticamente o tabuleiro da sucessão fluminense. Se o TSE cassasse seu mandato com ele ainda no cargo, a lei exigiria a realização de eleições diretas (voto popular). Com a renúncia antecipada, o processo muda: a escolha do novo governador será indireta, realizada pelos 70 deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) em um prazo de 30 dias.

Vácuo no Poder e Comando do Judiciário

A linha sucessória do Rio de Janeiro enfrentou um efeito dominó inédito:

  1. Vice-governador: Thiago Pampolha renunciou recentemente para assumir uma vaga no Tribunal de Contas (TCE).

  2. Presidente da Alerj: Rodrigo Bacellar está afastado do cargo.

  3. Solução: Diante do vácuo, o comando do estado foi assumido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), o desembargador Ricardo Couto.

Couto terá 48 horas para convocar a eleição na Alerj. O vencedor ocupará um “mandato tampão” até janeiro de 2027.

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Apesar da renúncia, o destino político de Castro ainda está nas mãos da justiça. O julgamento no TSE analisa um recurso que já conta com dois votos contra o ex-governador, incluindo o da relatora. A estratégia da defesa é que, fora do cargo, o impacto de uma eventual condenação possa ser mitigado, permitindo que ele tente o Senado.

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