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Deputado preso no RJ usava postos de gasolina para lavar dinheiro público, aponta PF; veja como funcionava o esquema

Foto: Divulgação/Alerj

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A Polícia Federal apontou que o deputado estadual do Rio de Janeiro Thiago Rangel (Avante), preso nesta terça-feira (5), usava uma rede de postos de combustíveis sob seu controle para lavar dinheiro público desviado. A informação consta na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Os postos eram formalmente registrados em nome de terceiros (“laranjas”), mas, na prática, eram controlados pelo parlamentar. Rangel também preside a Comissão de Minas e Energia da Alerj.


Como funcionava o esquema

Segundo a PF, o esquema consistia em:

  1. Direcionamento de contratos públicos para empresas previamente alinhadas ao grupo

  2. Pagamento com recursos do Estado

  3. Devolução de parte dos valores (em espécie ou por transferências)

  4. Redirecionamento para empresas e negócios ligados aos investigados (inclusive postos de gasolina), ocultando a origem ilícita

Os recursos desviados, inclusive da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc), eram inseridos no sistema formal via postos de combustíveis, dificultando o rastreamento.


Origem do esquema

O modelo foi identificado inicialmente no âmbito municipal, em Campos dos Goytacazes, entre 2021 e 2022, e depois replicado na estrutura estadual. A partir de 2023, o grupo passou a atuar em contratos da Seeduc, com foco em obras e reformas de escolas.

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Rangel operava um braço regional do esquema, com atuação concentrada no Norte e Noroeste Fluminense, onde exercia influência política e controle sobre indicações em cargos estratégicos.


Outros investigados

  • Rodrigo Bacellar (ex-presidente da Alerj, já preso) – apontado como peça central. Ele teria influência sobre nomeações no governo estadual, inclusive na Educação, e apareceria como responsável por “liberar” contratos de obras.

  • Luiz Fernando Passos de Souza – operador financeiro, responsável por intermediar repasses ilícitos e gerenciar recursos fora do sistema oficial.

  • Júcia Gomes de Souza Figueiredo – diretora regional de Educação do Noroeste, descrita como peça-chave na execução do esquema.


O que diz a defesa

A defesa de Rangel afirmou que recebeu a notícia da operação com surpresa e que o deputado nega a prática de quaisquer ilícitos:

“O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação.”


O que diz a Alerj e a Seeduc

A Alerj informou que está à disposição das instituições para colaborar no esclarecimento dos fatos.

A Secretaria de Educação informou que realiza uma revisão administrativa de todos os procedimentos relacionados a obras e reparos e que colabora com os órgãos de controle.

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