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O jornalista e escritor Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, foi indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul pelo crime de discriminação religiosa contra evangélicos. A conclusão da investigação ocorreu nesta quinta-feira (7).
O indiciamento foi baseado em um vídeo publicado por Peninha em 28 de janeiro de 2026, no qual ele afirma que evangélicos não deveriam ter direito a voto e os classifica como “nefastos e desprezíveis”. O vídeo foi retirado do ar por determinação judicial.
O enquadramento legal
A conduta foi enquadrada na Lei Federal 7.716/89, que também pune casos de racismo. O crime é inafiançável e imprescritível (não caduca com o tempo). Por ter sido praticado pela internet, a pena pode ser agravada.
O delegado Vinicius Nahan declarou: “A discriminação por motivação religiosa feita pela internet tem o entendimento de que o fato de ter defendido a retirada de direitos políticos de um grupo social em razão de sua religião configura o crime de preconceito religioso, que não está protegido pela liberdade de expressão.”
A defesa de Peninha
Acompanhado pelo advogado Alexandre Wunderlich, Peninha optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório.
Em nota, a defesa afirmou que a manifestação ocorreu “dentro dos limites legais do exercício da liberdade de expressão e da manifestação do pensamento”, tratando-se de “direito de crítica abstrata, tendo clara finalidade jocosa”. A defesa disse ainda que o indiciamento será revisto no Judiciário.
Próximos passos
Com a conclusão do inquérito, o caso será remetido ao Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia judicial. Além disso, tramita uma investigação na Polícia Federal de Porto Alegre pelo mesmo fato. A defesa de Peninha alega que a delegacia de Polícia Civil seria incompetente por se tratar de um crime federal.
Quem é Peninha
Eduardo Bueno, 67 anos, é jornalista, escritor, tradutor e youtuber. É autor de mais de 30 livros, incluindo a coleção “Brasilis” e “Brasil: Uma História”. Atualmente comanda o canal “Buenas Ideias” no YouTube, com mais de 1,5 milhão de inscritos.
Histórico de polêmicas
Peninha já havia repercutido negativamente por celebrar a morte do ativista americano Charlie Kirk em 2025 e por comemorar falecimentos de figuras como Ronald Reagan, Henry Kissinger, Margaret Thatcher e o jornalista José Roberto Guzzo.
