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Uma inspeção de rotina do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) encontrou equipamentos usados para escutas — popularmente conhecidos como “grampos” — no gabinete do governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, no Palácio Guanabara, sede do governo estadual. A descoberta foi divulgada inicialmente pela coluna de Míriam Leitão, no jornal O Globo.
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Escutas desativadas e material antigo
De acordo com nota do governo do estado, o material encontrado é “aparentemente antigo e sem funcionalidade” e foi localizado durante uma varredura de rotina. Os equipamentos são vestígios de material de escuta ambiente, usados para captação de áudio. O GSI abriu investigação para descobrir a origem dos equipamentos e como eles foram instalados no gabinete do governador na sede do poder estadual.
A perícia deverá apontar a origem dos pontos de escuta, o período em que foram instalados e se chegaram a funcionar. Até o momento, não há informação oficial sobre autoria ou finalidade dos dispositivos. A descoberta aumenta o clima de tensão no governo estadual.
Ricardo Couto, governador interino
Ricardo Couto é desembargador e presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Ele assumiu o governo interinamente no fim de março, após a renúncia de Cláudio Castro (PL). Couto entrou na linha de sucessão porque o estado está sem vice-governador — Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025 — e o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi afastado por decisão do STF.
Couto não despacha rotineiramente no Palácio Guanabara. Ele trabalha habitualmente em seu gabinete no TJ-RJ e vai à sede do governo apenas para reuniões institucionais e compromissos formais.
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Disputa judicial pelo governo
O cargo de governador é atualmente objeto de disputa judicial no STF. A corte mantém, com uma liminar, o desembargador no posto. O presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), reivindica o cargo, indicando que está à frente do magistrado na linha sucessória. Nesta quinta-feira (28), Ruas protocolou um novo pedido ao STF para que assuma o governo estadual. O caso aguarda devolução da vista solicitada pelo ministro Flávio Dino
