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O ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes vai recusar o convite do PSDB para ser candidato à Presidência da República em 2026. A decisão está atrelada a uma outra prioridade: disputar o governo do Ceará, cargo que ocupou no início dos anos 1990.
O anúncio formal será feito no sábado (16).
O que diz o autor do convite
O deputado Aécio Neves (MG), presidente do PSDB e autor do convite, disse que ainda não foi comunicado formalmente da decisão, mas estava ciente de que a recusa era uma possibilidade.
Por que Ciro escolheu o Ceará
Segundo apuração, pesa sobre a decisão uma realidade concreta: Ciro lidera com boa margem no Ceará na disputa contra o atual governador Elmano de Freitas (PT), um dos ex-aliados com quem rompeu.
A intriga envolve também o irmão e senador Cid Gomes (PSB) e o ex-governador Camilo Santana, que não está descartado como opção para o governo do estado caso Elmano não consiga ganhar tração.
Vencer nessas circunstâncias teria “contornos de vingança e disputa de hegemonia“.
O desempenho nacional de Ciro
No cenário nacional, o ex-governador vem de um fracasso em 2022, quando teve o pior desempenho de todas as disputas presidenciais e terminou com apenas 3,04% dos votos, atrás da estreante Simone Tebet. No auge, em 2018, Ciro marcou 12,5%.
O que Ciro disse em abril
Ao falar sobre o convite, Ciro reconheceu o desgaste das últimas campanhas:
“Eu não sei o que resta de lembrança no povo brasileiro da minha caminhada já de quatro eleições. Mas a minha angústia com o Brasil não me permite descartar pura e simplesmente [a possibilidade de ser candidato]. E o meu respeito e os meus deveres com o Ceará também não me permitem aceitar prontamente o desafio. Amadureçamos [a proposta].”
