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O Instituto Médico Legal (IML) confirmou que o corpo encontrado em uma área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, na manhã de domingo (11), é do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, que estava desaparecido desde a última quarta-feira (7). A identificação foi feita por meio de impressões digitais, encerrando a principal dúvida da investigação.
De acordo com o laudo preliminar, a vítima apresentava traumatismo cranioencefálico e sinais de tortura. O corpo foi localizado após uma denúncia anônima, que levou mais de 80 policiais, com apoio de cães farejadores, até o local. O cadáver já foi liberado pelo IML de Taboão da Serra e o sepultamento deve ocorrer no Cemitério Cerejeiras, no Jardim Ângela.
Fabrício era cabo da Polícia Militar havia cinco anos e atuava no Comando de Policiamento de Área Metropolitana, na zona sul da capital paulista. Ele estava de férias e tinha casamento civil marcado para dois dias após o desaparecimento. Segundo a apuração, o policial havia ido visitar o pai e o filho, que moram nas proximidades da Estrada do M’Boi Mirim.
As investigações indicam que o PM teria sido morto a mando do crime organizado, após um desentendimento com um traficante em uma comunidade da Zona Sul de São Paulo. Testemunhas relataram que Fabrício passou a madrugada em um bar na favela Horizonte Azul e, durante uma discussão, teria revelado que era policial. Ainda segundo a polícia, o traficante teria avisado lideranças do tráfico sobre a presença do PM no local.
Após deixar o bar, Fabrício teria sido levado de volta à comunidade por um homem que estava com ele, sob ordens dos criminosos. Em depoimento, esse homem afirmou ter cumprido a determinação do tráfico. Os suspeitos relataram que o policial foi informado de que seria morto por ser agente de segurança em área dominada por criminosos.
Durante as buscas, a polícia localizou o carro do PM, um Ford Ka laranja, completamente carbonizado em uma área de mata em Itapecerica da Serra. Imagens de câmeras de segurança mostram o veículo circulando horas antes do desaparecimento e sendo seguido por um carro cinza. Nesse segundo veículo, os investigadores encontraram galões com cheiro de gasolina.
Até o momento, três suspeitos tiveram a prisão preventiva decretada, incluindo o motorista do carro suspeito e outras pessoas que tiveram contato com Fabrício após o desaparecimento. O caseiro do sítio onde o corpo foi encontrado também foi preso. As investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias do crime e identificar eventuais outros envolvidos.
