São Paulo

Mãe é presa na 2ª fase da ‘Apertem o Cinto’ por vender fotos da filha de 3 anos para ex-piloto da Latam

Prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Apertem os Cintos, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)

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Uma mulher de 29 anos foi presa nesta terça-feira (10) suspeita de enviar fotos da própria filha, de 3 anos, para o ex-piloto da Latam Airlines Sérgio Antônio Lopes, investigado por comandar uma rede de exploração sexual infantil. A prisão ocorreu durante uma operação conjunta das polícias civis de São Paulo e do Espírito Santo.

A captura faz parte da segunda fase da Operação Apertem o Cinto. De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a mulher — que trabalha com artesanato — teria conhecido o aviador em uma praia. O crime de compartilhamento de arquivos teria começado quando a menina tinha apenas 2 anos de idade.

Sérgio Antônio Lopes foi preso em 9 de fevereiro dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. Ele já estava na cabine do avião, que se preparava para decolar com destino ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, quando foi abordado por policiais civis.

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As investigações revelam um roteiro de horror: em troca de dinheiro, a mãe enviava fotos e vídeos da criança em posições específicas solicitadas pelo piloto. O contato entre os dois só foi interrompido no dia 9 de fevereiro, data em que Sérgio foi preso pela polícia paulista dentro da cabine de um avião no Aeroporto de Congonhas, instantes antes de decolar rumo ao Rio de Janeiro.

“A investigação identificou que a mulher enviava o material conforme as orientações do criminoso. Agora, com a apreensão do celular dela, vamos mapear toda a extensão dessa comunicação e os valores transacionados”, informou a Polícia Civil.

O caso choca pela participação de parentes das vítimas no aliciamento. Até o momento, a operação já efetuou cinco prisões:

  • O ex-piloto (apontado como o líder e financiador);

  • Quatro mulheres, incluindo mães e até uma avó das vítimas.

Atualmente, a polícia contabiliza sete vítimas confirmadas, entre crianças e adolescentes, espalhadas pelos estados de São Paulo e Espírito Santo. A filha da artesã capixaba, localizada recentemente pelas equipes de investigação, é a vítima mais jovem do grupo até agora.

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A mulher detida nesta terça-feira foi encaminhada à sede do DHPP em Vitória para prestar depoimento e seguirá para o sistema prisional capixaba. Há um pedido para que ela seja transferida para São Paulo, onde corre o processo principal. A criança foi entregue aos cuidados de familiares e recebeu acompanhamento do Conselho Tutelar.

Os envolvidos respondem por crimes graves, que incluem estupro de vulnerável, exploração sexual infantil e produção e venda de pornografia infantil. A Polícia Civil de São Paulo mantém as investigações abertas para identificar se o piloto fez novas vítimas em outros estados onde atuava profissionalmente.

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