São Paulo

Marido de policial morta em São Paulo passa a ser investigado por feminicídio

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O marido da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta em seu apartamento com um tiro na cabeça, passou a ser considerado investigado após a Justiça de São Paulo determinar que a polícia apure a morte como feminicídio. Inicialmente registrada como suicídio, a investigação foi reaberta após familiares contestarem a versão. A pena para esse tipo de crime varia de 20 a 40 anos de reclusão.

A mudança ocorreu depois de um novo laudo necroscópico, realizado após a exumação do corpo, que apontou lesões no rosto e pescoço da vítima. Peritos indicam que Gisele pode ter desmaiado antes de ser baleada e que não apresentou sinais de defesa.

O marido da vítima, tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, estava no apartamento e acionou o socorro no dia da morte, ocorrida em 18 de fevereiro. A defesa do militar afirma não ter tido acesso aos laudos e lamentou o vazamento de documentos e vídeos, ressaltando que nenhuma prisão foi decretada até o momento.

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A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou que continua investigando o caso e preservará detalhes devido ao sigilo judicial. Nesta quarta-feira (11), deve ocorrer uma reunião entre a Secretaria, o Ministério Público, o perito e o delegado responsável, aguardando a liberação de outro laudo que pode resultar no pedido de prisão do tenente-coronel.

Pontos que chamam atenção dos investigadores

Um dos principais questionamentos envolve o horário do disparo. Uma vizinha relatou ter ouvido um estampido único às 7h28, cerca de meia hora antes da primeira ligação do marido ao serviço de emergência, às 7h57. Na chamada, ele informou que a esposa havia se suicidado:

“Minha esposa é policial feminina. Ela se matou com um tiro na cabeça. Manda o resgate e uma viatura aqui agora, por favor”, disse ele.

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Minutos depois, ele ligou para o Corpo de Bombeiros, afirmando que a mulher ainda estava respirando. As equipes chegaram ao apartamento às 8h13.

Outro ponto questionado é a posição do disparo e a arma na mão da vítima, considerada incomum por um dos socorristas. O profissional também observou que o sangue já estava coagulado e que não havia cartucho de bala no local.

Além disso, há inconsistências nos depoimentos do marido. Ele afirmou estar tomando banho quando ouviu o disparo, mas socorristas relataram que ele estava seco, sem marcas de água no chão, enquanto o chuveiro estava ligado. Essa discrepância chamou atenção da polícia, reforçando a necessidade de investigação detalhada.

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O caso segue em análise pela Polícia Civil, com foco em esclarecer as circunstâncias da morte e verificar a eventual responsabilidade do tenente-coronel no feminicídio.

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