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Uma megaoperação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), deflagrada nesta sexta-feira (13), desarticulou uma sofisticada estrutura de corrupção e lavagem de dinheiro instalada na Delegacia Regional Tributária de Osasco. O esquema, que teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde maio de 2021, utilizava intermediários para ocultar o recebimento de valores ilícitos por agentes públicos.
Batizada de “Mágicos de Oz”, a ofensiva é um desdobramento da “Operação Ícaro” — que anteriormente resultou na prisão de figuras proeminentes do setor empresarial, como Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, e um executivo da Fast Shop.
Prisões e alvos políticos
O auditor fiscal Rafael Merighi Valenciano, lotado na unidade de Osasco, foi preso na cidade de Valinhos. Simultaneamente, na capital paulista, os agentes prenderam Maria Hermínia de Jesus Santa Clara. Embora não possua vínculo oficial com a Secretaria da Fazenda (Sefaz), Maria Hermínia foi flagrada com diversos computadores funcionais e certificados digitais pertencentes a agentes fiscais, indicando que operava diretamente o sistema fazendário de forma ilegal.
A operação também atingiu a esfera política:
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Frederico Marquezim Gonçalves, vice-prefeito de Tupi Paulista, foi afastado do cargo por determinação judicial.
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Quatro agentes fiscais de renda foram afastados de suas funções públicas.
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20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diversas localidades.
A estrutura do esquema
De acordo com os promotores, o grupo agia para facilitar fraudes tributárias e reduzir débitos fiscais de empresas em troca de pagamentos vultosos. Para esconder o rastro do dinheiro, a organização utilizava uma rede de lavagem de capitais que envolvia terceiros e empresas de fachada.
A Delegacia Regional Tributária de Osasco é o órgão da Secretaria da Fazenda responsável pela fiscalização e arrecadação de tributos em uma das regiões economicamente mais ativas do estado, o que potencializou o alcance do esquema bilionário.
Até o momento, as defesas dos citados não foram localizadas para comentar as prisões e os afastamentos. O espaço segue aberto para manifestações oficiais.
