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A Polícia Civil de São Paulo concluiu as investigações contra a influenciadora e advogada Deolane Bezerra. O relatório final do inquérito foi divulgado nesta sexta-feira (29) e indicia a influenciadora por lavagem de dinheiro e associação ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Esquema de lavagem
Segundo a investigação, Deolane fazia parte de um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro para o PCC, operado por meio da abertura de sucessivas empresas que realizavam repasses financeiros sem origem clara. O caso veio à tona após a polícia identificar depósitos feitos por uma transportadora utilizada pela facção, localizada ao lado de uma penitenciária em Presidente Venceslau (SP).
Os indiciados
Além de Deolane, foram indiciadas outras seis pessoas:
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Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), apontado como líder do PCC
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Alejandro Herbas Camacho Júnior, irmão de Marcola
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Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha
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Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho
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Everton de Souza, o “Player”, suspeito de operar a abertura de CNPJs e fazer repasses financeiros
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Eduardo Affonso Rodrigues, contador do grupo
Segundo a polícia, os irmãos e sobrinhos de Marcola atuavam como sócios ocultos da transportadora que lavava dinheiro para a facção.
Bloqueio de bens e valores
A polícia também pediu o bloqueio de bens e valores da influenciadora, incluindo:
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Apreensão de quatro carros de luxo (valor estimado superior a R$ 5 milhões)
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Custódia judicial de joias e relógios apreendidos na operação do último dia 21
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O que acontece agora
Com o indiciamento, o caso segue para o Ministério Público. A promotoria pode oferecer denúncia contra os investigados ou pedir novas diligências à polícia. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o órgão já adiantou que deverá formalizar a acusação contra a advogada.
A operação Vérnix, que prendeu Deolane no último dia 21, tem provas mais robustas em relação a um outro caso contra a influenciadora. Em 2024, ela chegou a ser presa em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco suspeita de envolvimento com casas de apostas ilegais, mas foi solta e nunca chegou a ser indiciada ou denunciada.
Agora, com o indiciamento e a possibilidade de denúncia formal, o caso deve se tornar uma ação penal.
