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Um homem de 37 anos, natural da República Democrática do Congo, está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista. Exames detectaram meningite meningocócica, mas a suspeita de infecção pelo vírus ebola ainda não foi descartada. Os resultados específicos para a doença hemorrágica devem ficar prontos nas próximas 48 horas.
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O Instituto Adolfo Lutz confirmou a presença da bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica, em amostras do paciente. Apesar disso, a suspeita de infecção pelo vírus ebola permanece porque o homem é imigrante da República Democrática do Congo e esteve recentemente no país africano, onde há surto da cepa Bundibugyo. Os exames específicos para ebola devem ficar prontos em 48 horas.
Estado grave e isolamento
Antes de ser transferido para o Emílio Ribas, o paciente passou por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde apresentou febre alta e exames inconclusivos para malária. Ao chegar ao instituto, estava em estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica, sendo necessário intubá‑lo. Ele permanece sedado e em isolamento, seguindo os protocolos de biossegurança para febres hemorrágicas virais.
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Monitoramento de contatos
Pessoas que tiveram contato com o paciente no avião e na UPA estão sendo monitoradas. O infectologista Raulcion Teixeira, do Emílio Ribas, informou que o tratamento inclui antibióticos e hidratação intensiva.
Risco de ebola no Brasil é muito baixo
A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo avalia que o risco de introdução do ebola no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e o fato de a doença exigir contato direto com fluidos de pessoas sintomáticas.
“Este é um caso suspeito, em investigação. As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, afirmou Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual da Saúde.
O que diz o infectologista
O professor e infectologista Álvaro Furtado, do Hospital das Clínicas da USP, tranquilizou a população:
“O Brasil e São Paulo têm uma rede extremamente bem capacitada, tanto para fazer internação, avaliação e também rede de biologia molecular, que é o teste que a gente vai fazer para ter o diagnóstico diferencial e poder tranquilizar a população. Mesmo se o paciente tiver ebola, isso não significa que a gente vai ter um surto de ebola.”
