Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (1º) que não há irregularidades no contrato firmado pela Prefeitura com o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ONG presidida por Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada após a deflagração da Operação Wi-Fi pela Polícia Civil, que investiga supostas irregularidades em um contrato que teve valor inicial de R$ 108 milhões e chegou a R$ 157 milhões após aditivos.
ESTILO FARIA LIMA COM 38% OFF: O Loafer Masculino que une o Luxo ao Conforto Absoluto!
Defesa da empresária
Em entrevista a jornalistas, Nunes classificou Karina como uma pessoa trabalhadora e afirmou que uma eventual investigação motivada pela produção do filme configuraria perseguição política.
“Acho uma pessoa decente, uma mulher trabalhadora, uma mulher que, como qualquer outra, está batalhando e que conhece o Bolsonaro. Então está passando por isso.”
O prefeito acrescentou:
“Se a motivação, conforme vocês estão me dizendo, é por conta do filme… ‘Então estou indo atrás de um contrato com a prefeitura de 2024 por causa do filme’, aí é grave. Aí é perseguição política.”
E completou:
“Se eventualmente a questão for política, eu acho que é um erro grave. Eu acho que é um desrespeito à democracia.”
Relação com a empresária
Nunes afirmou que conheceu Karina em eventos da Expo Cristã, mas negou manter contato frequente com ela.
“Acho que, se não me engano, foi a Expo Cristã que ela organizou. Mas não é uma pessoa com quem eu tenha contato. Já tive, mas não é uma pessoa com quem eu converse regularmente. Também não teria problema nenhum em ter.”
Efeito Ripado de Madeira Natural: Papel De Parede Adesivo Ripado Textura 10 Metros
Defesa do contrato
Segundo o prefeito, a contratação ocorreu por meio de chamamento público que permaneceu aberto por 30 dias e não recebeu questionamentos nem propostas de outras entidades.
“Durante trinta dias não houve nenhum pedido de impugnação, nenhum questionamento, nenhuma outra entidade quis participar. Ainda bem que essa entidade se propôs, dentro daqueles moldes, a instalar pontos de internet em favelas e comunidades.”
Nunes afirmou ainda que os 3.200 pontos de Wi-Fi previstos no contrato foram instalados e estão em funcionamento.
“Eu contratei 3.200 pontos de Wi-Fi, os 3.200 pontos estão instalados. Eu paguei por aquilo que a gente contratou, e as pessoas estão tendo o serviço. Não tem relação disso com o filme do Bolsonaro.”
Investigação
A Polícia Civil apura se parte dos recursos repassados ao ICB teria sido utilizada na produção do filme “Dark Horse”. Segundo os investigadores, há suspeita de que cerca de R$ 26 milhões tenham sido desviados, o que pode caracterizar desvio de finalidade na aplicação de recursos públicos.
O prefeito também comentou o cumprimento dos mandados de busca na sede da administração municipal. De acordo com ele, os policiais permaneceram pouco tempo no local e recolheram apenas um pen drive contendo informações que, segundo afirmou, já haviam sido encaminhadas às autoridades e estão disponíveis no Sistema Eletrônico de Informações (SEI).
As investigações seguem em andamento, e até o momento não há conclusão sobre as suspeitas apuradas pela Polícia Civil.
