Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça a condenação de sete policiais civis e outros quatro investigados no âmbito da Operação Tacitus. O esquema revelou um sistema estruturado de lavagem de dinheiro, extorsão e cobrança de propina milionária do empresário Antônio Vinícius Gritzbach, conhecido como “delator do PCC”, que foi assassinado no fim de 2024 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
Pistola PCP Artemis 5.5mm para tiro olímpico tem pressão de 220 bar e cano de 272mm; veja o preço
No memorial final enviado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), os promotores afirmam que os acusados participavam de um sistema estruturado de gestão financeira do PCC, com ocultação de patrimônio, uso de empresas de fachada e intermediação por operadores financeiros. A Promotoria entendeu que há prova suficiente de autoria e materialidade para os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva, peculato, usura (agiotagem) e tráfico de drogas, por integrarem e promoverem a atividade criminosa da facção.
As investigações se basearam em quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático, relatórios do COAF e da Receita Federal, colaborações premiadas, depoimentos testemunhais, registros audiovisuais e interrogatórios. O MP destaca duas estruturas principais no esquema: a economia do crime do PCC (lavagem de dinheiro como etapa essencial, com uso de imóveis, empresas e contas para ocultação patrimonial) e a corrupção de agentes públicos (policiais atuando para proteger a facção, facilitar crimes e obter vantagens indevidas).
A exceção entre os denunciados é Alberto Pereira Matheus Junior, delegado da Polícia Civil de São Paulo que ocupou postos de destaque no Deic e no Denarc. Os promotores pediram a absolvição integral dele por falta de provas. Para os demais, o MP pediu condenação parcial ou integral pelos crimes investigados.
2ª mais vendida em cadeiras gamer: modelo com encosto reclinável e espuma de alta densidade tem 44% OFF
Os réus que podem ser condenados:
-
Ademir Pereira de Andrade – empresário, apontado como operador financeiro do PCC
-
Ahmed Hassan Saleh – advogado, apontado como operador ligado à liderança da facção
-
Eduardo Lopes Monteiro – investigador da Polícia Civil (condenação parcial)
-
Fabio Baena Martin – delegado da Polícia Civil (condenação parcial)
-
Marcelo Marques de Souza (“Bombom”) – investigador da Polícia Civil
-
Marcelo Roberto Ruggieri (“Xará”) – investigador da Polícia Civil
-
Robinson Granger de Moura (“Molly”) – empresário
-
Rogerio de Almeida Felicio – investigador da Polícia Civil
-
Danielle Bezerra dos Santos – esposa de Rogério Felicio
-
Valdenir Paulo de Almeida (“Xixo”) – agente da Polícia Civil
-
Valmir Pinheiro (“Bolsonaro”) – agente da Polícia Civil
Próximos passos
A Operação Tacitus foi deflagrada pela Polícia Federal e pelo Gaeco em dezembro de 2024 para desarticular a organização criminosa envolvida em corrupção policial, extorsão e lavagem de dinheiro ligada ao PCC. As investigações tiveram como base as delações do empresário Vinícius Gritzbach, assassinado em novembro de 2024.
A ação resultou na prisão de um delegado e de vários policiais civis de São Paulo suspeitos de cobrar propina milionária para não responsabilizar criminosos por homicídios e ocultar esquemas de lavagem de dinheiro. Nos últimos meses, os investigados prestaram depoimento à Justiça. Assim como o Ministério Público, as defesas também terão prazo de 40 dias para apresentar suas considerações finais à Justiça antes da sentença. A expectativa é que a decisão seja publicada no começo do segundo semestre de 2026.
