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Artemis II quebra recorde da Apollo 13 e leva humanos ao ponto mais distante do espaço

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A humanidade atingiu uma nova fronteira nesta segunda-feira (6). A missão Artemis II superou oficialmente o recorde de distância da Terra para uma espaçonave tripulada, marca que pertencia à histórica e conturbada missão Apollo 13 desde 14 de abril de 1970.

Por volta das 14h56 (horário de Brasília), os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion ultrapassaram a marca de 400.171 quilômetros (248.655 milhas) de distância do nosso planeta. No momento do recorde, a nave se deslocava a quase 3.200 km/h enquanto contornava a Lua.

Diferente da Apollo 13, que precisou se afastar da Terra para salvar a vida de sua tripulação após uma explosão a bordo, a Artemis II cumpre o cronograma planejado para testar os limites da nova tecnologia da NASA. A expectativa é que o novo recorde chegue a 406.772 quilômetros de distância da Terra por volta das 21h07 de hoje, momento em que a nave iniciará a trajetória de retorno.

Para se ter uma ideia da escala: se a Terra fosse do tamanho de uma bola de futebol, a Lua seria como uma bola de tênis posicionada a cerca de 9 metros de distância. A Orion chegará a esse ponto extremo apenas alguns minutos após sua aproximação máxima da superfície lunar, ficando a cerca de 6.400 km do solo do satélite.

O recorde foi estabelecido em meio a um dos momentos mais tensos da missão: um blecaute de comunicações. Enquanto a Orion passa por trás da Lua, a massa lunar bloqueia todos os sinais de rádio com a Terra. O “apagão” deve durar cerca de 40 minutos, com a retomada do contato prevista para as 21h25.

Durante esse período de isolamento, a tripulação não ficará ociosa. Os astronautas estão documentando áreas do lado oculto da Lua que nunca foram vistas por olhos humanos sob a luz do sol.

Embora as missões Apollo tenham passado por essa região, elas foram planejadas para que o sol iluminasse os locais de pouso na face visível, deixando grande parte do lado oposto mergulhado em sombras. A Artemis II, por sua vez, verá a totalidade da face oculta iluminada, uma visão inédita para a espécie humana.

A missão utiliza a mesma “estratégia de estilingue” da década de 70. Ao contornar a Lua, a Orion usa a mecânica orbital para ganhar impulso e ser lançada de volta à Terra. Esse método permite que a cápsula retorne sem a necessidade de acionar seus motores principais, exigindo apenas pequenos ajustes de trajetória.

A chegada da tripulação ao lar está prevista para as 22h da próxima sexta-feira (10).

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