Economia

PIB de alguns países europeus pode cair 6% se Rússia cortar gás, avalia FMI

Uma interrupção total do fornecimento de gás da Rússia para a Europa teria um efeito devastador sobre os países da Europa Oriental e Central, que poderiam ver seu Produto Interno Bruto (PIB) cair cerca de 6%.

A informação consta em um relatório publicado nesta terça-feira (19) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Na Alemanha, principal motor econômico da União Europeia, o PIB cairia cerca de 3% no caso de um corte total.

No caso da Espanha, que é muito menos dependente do gás da Rússia, o efeito seria significativamente mais limitado, e a queda do PIB seria de cerca de 1%, mesmo caso da França.

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Os países cujas economias mais sofreriam com um bloqueio total da Rússia – uma opção cada vez mais especulada – seriam, nesta ordem, Hungria, Eslováquia, República Tcheca, Itália, Alemanha, Áustria, Romênia, Eslovênia, Croácia, Polônia e Holanda.

Desses, os quatro primeiros (Hungria, Eslováquia, República Tcheca e Itália) sofreriam uma queda na atividade de cerca de 6% do PIB. Em todos eles, exceto na Itália, existe, segundo o FMI, o risco de que, se a Rússia cortar o gás, o abastecimento possa cair em até 40%.

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“Esses impactos poderiam ser mitigados encontrando fontes alternativas de abastecimento, aliviando gargalos na infraestrutura, promovendo a economia de energia e aumentando os acordos de solidariedade entre países para compartilhar gás”, diz o relatório.

O gás russo cobre 40% das necessidades de gás da Europa, que até agora decidiu não vetar a compra do combustível da Rússia, que por sua vez já suspendeu todo ou parte do fornecimento a 12 países.

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Nos últimos meses, as remessas para a Europa via Ucrânia caíram quase 30%, e as do gasoduto Nord Stream, que transporta o gás russo diretamente para a Alemanha sob o mar Báltico, em 60%.

O Nord Stream está atualmente em uma paralisação técnica para “manutenção planejada”, e sua viabilidade é incerta devido a problemas na revisão das turbinas que a Rússia encontrou devido às sanções ocidentais, de acordo com a empresa estatal russa Gazprom.

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