Economia

Pedidos de recuperação judicial fecham 1º semestre em queda

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Os pedidos de recuperação judicial fecharam em queda de 14,1% no acumulado do 1º semestre ante o mesmo período de 2021. Foram 390 solicitações no Brasil até junho de 2022, ante 454 até o mesmo mês de 2021.

Os dados são da Serasa Experian e foram obtidos pelo site Poder360.

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As micro e pequenas empresas seguem sendo as líderes nas requisições. Foram 234 pedidos nos 6 primeiros meses deste ano. Entre os setores, o de serviços é o que também está no topo das solicitações. Comércio e Indústria estão em seguida, respectivamente.

Em 2019, ano pré-pandemia, foram 618 pedidos no acumulado do 1º semestre. Nesse cenário, a redução foi de 37% quando se compara os dados d0 1º semestre de 2022 com aquele ano.

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No entanto, o economista da Serasa Luiz Rabi explica que as reduções nos pedidos não significam que a economia brasileira está em um cenário confortável.

O causa das quedas é a forma com que o mercado desenvolveu melhores mecanismos para as cobranças de dívidas e pagamentos dessas pendências.

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“De uns 5 anos para cá, o próprio mercado de crédito foi desenvolvendo outras formas mais baratas e mais eficientes de cobrança. Tanto os pedidos de falência, quanto os pedidos de recuperação judicial, que é quando a própria empresa devedora toma a iniciativa e bate na porta do Poder Judiciário para tentar, via um processo de recuperação judicial, chegar a algum acordo com seus credores, reduziram. São ferramentas ou instrumentos que estão sendo cada vez menos usados, como o cheque, por exemplo“, afirma Rabi ao site Poder360.

Os pedidos de falência, citados pelo economista, também apresentaram queda no acumulado do 1º semestre de 2022. Houve retração de 14,3% nas solicitações na comparação com o acumulado do 1º semestre de 2021.

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Todos os portes de empresas tiveram melhora, diminuindo o número de pedidos no período. Ainda assim, os micro e pequenos negócios seguem liderando, com 224 solicitações de janeiro a junho deste ano.

Em entrevista ao site, Rabi ressaltou que os desafios na economia seguiram altos nos próximos meses.

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“Há um certo quadro de estagnação na economia nesse 2º semestre com esse antagonismo entre a política fiscal e monetária e o resultante deve ser algo próximo de zero“, disse o economista.

A diferença ao qual Rabi se refere é que, apesar das políticas de incentivo fiscal, como aumento do Auxílio Brasil, saque do FGTS, adiantamento do 13º salário, há uma política monetária difícil com inflação alta e taxa de juros também elevada.

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Para 2023, o economista da Serasa afirma que com o fim das políticas de incentivo fiscal, o cenário deve ser de recessão. Para Rabi, o Banco Central deve começar a reduzir a taxa de juros apenas no 2º semestre do ano que vem.

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