Economia

Haddad nega planos de taxar Big Techs em resposta a tarifas dos EUA

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou nesta segunda-feira, 10, que o governo brasileiro tenha a intenção de taxar empresas de tecnologia caso os Estados Unidos decidam impor tarifas sobre os produtos brasileiros. A informação circulou na imprensa após declarações de que o governo brasileiro responderia com a taxação de plataformas digitais norte-americanas, como Amazon, Facebook, Instagram, Google e Spotify, se o ex-presidente Donald Trump oficializasse a ameaça de aumentar as tarifas sobre o aço e o alumínio.

Haddad usou sua conta na rede social X para esclarecer que a informação era incorreta, reafirmando que o governo só se manifestaria com base em “decisões concretas”. “Para não deixar dúvida, não é correta a informação de que o governo Lula deve taxar empresas de tecnologia se o governo dos Estados Unidos impuser tarifas ao Brasil. O governo brasileiro tomou a decisão sensata de só se manifestar oportunamente com base em decisões concretas e não em anúncios que podem ser mal interpretados ou revistos. Vamos aguardar a orientação do presidente”, afirmou Haddad.

A polêmica surgiu após a jornalista Mônica Bergamo publicar na Folha de S.Paulo que, caso Trump oficializasse o aumento das tarifas para o aço e alumínio, o governo brasileiro estaria disposto a retaliar com a taxação de empresas de tecnologia. Essas plataformas, que têm grande presença no Brasil, estariam entre as mais afetadas, caso a medida fosse implementada.

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Entretanto, uma fonte do governo federal também desmentiu a alegação, destacando que não há conexão entre as tarifas dos Estados Unidos e a regulação das empresas de tecnologia. “A discussão no âmbito da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) não tem relação com as decisões do governo Trump”, explicou a fonte. A OCDE tem sido um fórum importante para o debate sobre a taxação e a regulação das grandes empresas de tecnologia, alinhada à proposta apresentada pelo governo federal no ano passado.

A possível elevação das tarifas, proposta por Trump, afetaria diretamente o Brasil, que é um dos maiores exportadores de ferro, aço e alumínio para os Estados Unidos. Em 2024, o Brasil exportou US$ 6,37 bilhões desses produtos, sendo que US$ 6,10 bilhões correspondem a ferro e aço, e US$ 267 milhões, a alumínio.

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