Economia

Indústria brasileira pede que governo não retalie e propõe oito medidas para enfrentar tarifa dos EUA

Foto: Roberto Dziura Jr/Secom IBGE

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou nesta quarta-feira (30) que não é o momento para retaliações após a decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Em vez disso, a entidade aposta no fortalecimento do diálogo com Washington para buscar uma solução negociada.

“Acreditamos que não é hora de retaliar. Seguimos defendendo a negociação como forma de convencer o governo norte-americano de que essa medida é uma relação de perde-perde para os dois países, não apenas para o Brasil”, disse o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Para proteger a competitividade das empresas brasileiras afetadas pela medida, a CNI propôs ao governo federal oito ações emergenciais:

  • Financiamento emergencial via BNDES com juros entre 1% e 4% ao ano para capital de giro das empresas impactadas;

  • Ampliação do prazo de contratos de câmbio de exportação de 750 para 1.500 dias, nas modalidades ACC e ACE;

  • Prorrogação de prazos e carência em financiamentos para comércio exterior, como PROEX e BNDES-Exim;

  • Aplicação de medidas antidumping provisórias e reforço na estrutura de resposta a desvios de comércio;

  • Adiamento por 120 dias do pagamento de tributos federais, com possibilidade de parcelamento sem multa ou juros;

  • Pagamento imediato de créditos tributários de PIS/Cofins e IPI já homologados pela Receita Federal;

  • Ampliação do Reintegra, com elevação da alíquota de ressarcimento para 3% nas exportações;

  • Reativação do Programa Seguro-Emprego (PSE), com ajustes para preservar empregos em empresas exportadoras.

Além disso, a CNI informou que está organizando uma missão empresarial aos Estados Unidos com o objetivo de ampliar os canais de interlocução entre empresas brasileiras e norte-americanas e alertar sobre os impactos negativos do tarifaço.

“Nosso papel é ser um facilitador e o nosso objetivo é sensibilizar as empresas para que elas sensibilizem o governo”, ressaltou Alban.

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Apesar da exclusão de 694 produtos da nova tarifa — entre eles aeronaves, combustíveis, celulose e suco de laranja — setores estratégicos como carnes, café, etanol e máquinas ficaram de fora das isenções e devem sofrer diretamente com a medida.

A entidade também destacou a importância dos Estados Unidos como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira. Segundo dados da CNI, em 2024, cada R$ 1 bilhão exportado ao país gerou 24,3 mil empregos e R$ 3,2 bilhões em produção no Brasil.

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