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O dólar fechou em leve alta nesta terça-feira (7), cotado a R$ 5,1549, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. A moeda norte-americana avançou 0,17%, refletindo a busca de investidores por ativos considerados mais seguros diante das incertezas geopolíticas.
Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o dia praticamente estável, com leve alta de 0,05%, aos 188.259 pontos, após oscilar ao longo da sessão.
O cenário externo segue sendo o principal fator de influência nos mercados. O prazo estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz termina nesta noite, elevando a tensão global.
Na segunda-feira, Trump classificou a reabertura da rota — por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo — como uma “prioridade muito grande”. Já nesta terça, endureceu o discurso ao afirmar que “toda uma civilização morrerá” caso não haja acordo.
Em resposta, o governo iraniano afirmou que as declarações do presidente americano “constituem incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio”, ampliando o clima de confronto.
Apesar da escalada, houve um alívio parcial no mercado após o Paquistão pedir que Washington adie em duas semanas o prazo dado a Teerã, na tentativa de evitar uma ofensiva militar. A sinalização ajudou a bolsa brasileira a reverter perdas e fechar em leve alta.
Outro ponto que chamou atenção foi a queda do petróleo no mercado internacional. Por volta das 17h, o barril do tipo Brent recuava 2,66%, cotado a US$ 106,72, embora ainda em patamar elevado.
No Brasil, o impacto do petróleo mais caro levou o governo a anunciar medidas para tentar conter os efeitos do aumento dos combustíveis, com ações previstas ao menos até maio.
