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O dólar comercial encerrou a quarta-feira (8) em queda de 1,01%, negociado a R$ 5,103, atingindo seu menor valor desde maio de 2024. Durante o dia, a moeda chegou a R$ 5,07, mas terminou cotada acima, ainda assim registrando a mínima histórica recente desde 20 de maio, quando valia R$ 5,104.
O principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, também registrou recorde histórico. Após iniciar o pregão atingindo 193.733 pontos, o índice encerrou o dia aos 192.201 pontos, alta de 2,09% sobre o fechamento anterior, superando o recorde anterior de 191.490 pontos registrado em 24 de fevereiro.
A forte valorização da Bolsa e a queda do dólar estão diretamente ligadas à trégua anunciada entre Estados Unidos e Irã, que reduziu os riscos de novos ataques às bases de produção de petróleo e aumentou a expectativa de reabertura total do Estreito de Hormuz, rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.
No mercado internacional, o preço do petróleo despencou. O barril de Brent para junho, referência global, caiu 13,3%, negociado a US$ 94,75, enquanto o WTI, referência nos EUA, registrou queda de 16,4%, valendo US$ 94,41, seus menores níveis desde março deste ano.
Além dos fatores internacionais, o cenário político local também repercutiu entre investidores. Pesquisa do Meio/Ideia indica que, em um eventual segundo turno, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria 45,8% das intenções de voto, contra 45,5% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com margem de erro de 2,5 pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados. Analistas de mercado acompanham a disputa de perto, principalmente por causa de preocupações com a trajetória fiscal do país em 2027.
O movimento de queda do dólar e alta da Bolsa reflete a combinação de fatores externos e internos, reforçando o otimismo de investidores diante de uma possível estabilidade no fornecimento de petróleo e a perspectiva de definição eleitoral no país.
