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O rendimento médio real do trabalhador brasileiro subiu para R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
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O valor representa um avanço em relação aos R$ 3.662 registrados no trimestre imediatamente anterior (outubro a dezembro de 2025) e também supera os R$ 3.527 observados no mesmo período de 2025 — uma alta de 4,3% em um ano.
Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua trimestral.
Variação por região
Na comparação com o trimestre encerrado em dezembro de 2025, apenas duas regiões registraram alta no rendimento médio:
| Região | Rendimento médio | Variação |
|---|---|---|
| Centro-Oeste | R$ 4.379 | Alta |
| Nordeste | R$ 2.616 | Alta |
| Demais regiões | — | Estável |
O Centro-Oeste mantém o maior rendimento médio do país, impulsionado pelo Distrito Federal.
Já o Nordeste segue com os menores valores regionais, apesar da expansão observada no trimestre.
Na comparação anual — primeiro trimestre de 2026 frente ao mesmo período de 2025 — o rendimento ficou estável apenas na Região Norte. As demais regiões apresentaram crescimento.
Massa de rendimento real
A massa de rendimento real habitual dos trabalhadores atingiu R$ 374,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
• Estável em relação ao trimestre anterior (R$ 372,5 bilhões)
• Alta de R$ 24,8 bilhões em comparação com o mesmo período de 2025, quando o total era de R$ 350 bilhões
O que significa esse resultado
O avanço da renda ocorre em um cenário de desemprego em mínima histórica para trimestres encerrados em março. Economistas avaliam que a combinação de ocupação elevada e aumento da renda ajuda a sustentar o consumo das famílias e mantém aquecidos setores ligados ao comércio e aos serviços, apesar dos juros altos.
O aumento do rendimento médio reforça a resiliência do mercado de trabalho, mesmo diante da desaceleração observada no início do ano.
