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🧡 Ver Ofertas na ShopeeO dólar comercial caiu 0,28% nesta sexta-feira (16) e fechou cotado a R$ 5,073. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, avançou 0,54%, aos 205.430,33 pontos, interrompendo uma sequência de três pregões consecutivos de queda.
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Apesar da recuperação, a Bolsa acumulou desvalorização de 1,7% na semana. Os investidores acompanharam indicadores da economia brasileira, as incertezas do cenário eleitoral e a escalada dos conflitos internacionais, que impulsionaram os preços do petróleo.
O Brent, referência internacional da commodity, aproximou-se de US$ 110 por barril, enquanto o petróleo americano WTI atingiu sua maior cotação em um mês. A alta foi impulsionada por ataques a instalações energéticas no Oriente Médio e na Rússia, além de preocupações com o fornecimento global de combustíveis.
Petróleo registra forte alta na semana
O petróleo Brent para entrega em dezembro fechou em alta de 3,72%, a US$ 109,86 por barril. Durante a sessão, chegou a US$ 109,58. Já o WTI avançou 3,51%, para US$ 101,41 por barril.
No acumulado da semana, o Brent subiu cerca de 4%, enquanto o WTI avançou mais de 10%, segundo os dados informados. A commodity acumula valorização superior a 70% no ano, em meio aos conflitos no Oriente Médio e à guerra entre Rússia e Ucrânia.
Um dos principais pontos de preocupação é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. Segundo a organização britânica de segurança marítima UKMTO, o tráfego pela região permanece 70% abaixo dos níveis anteriores à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
A organização também registrou 12 ataques contra embarcações nos sete dias anteriores, dez deles na região do estreito.
A tensão aumentou após novos ataques no Golfo Pérsico e ações atribuídas aos houthis no Iêmen. Ao mesmo tempo, a continuidade dos ataques entre Rússia e Ucrânia contra refinarias e instalações petrolíferas ampliou as preocupações com a oferta de energia.
Ataques a refinarias aumentam preocupação com combustíveis
Na frente europeia, a Ucrânia atacou uma refinaria russa na região de Riazan com drones. Segundo fontes do setor ouvidas pela Reuters, uma unidade de destilação primária de petróleo suspendeu as operações após o ataque.
Os investidores também acompanham a quantidade de diesel que a Rússia conseguirá fornecer aos mercados internacionais. A combinação de possíveis interrupções na produção e dificuldades de transporte aumenta a incerteza sobre a disponibilidade de combustíveis.
Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da BOK Financial, afirmou que os conflitos no Oriente Médio e as dúvidas sobre o fornecimento russo de diesel continuam incentivando compras no mercado de petróleo.
A oferta americana também entrou no radar. As reservas comerciais de petróleo dos Estados Unidos caíram 8,6 milhões de barris na semana encerrada em 9 de outubro, para 415,6 milhões, segundo a Administração de Informação Energética americana. A redução foi maior do que a queda de 288 mil barris esperada pelos analistas.
A Agência Internacional de Energia (AIE), por sua vez, concordou em liberar mais de 20 milhões de barris de combustível ao mercado.
Economia brasileira apresenta sinais de desaceleração
No Brasil, um dos indicadores acompanhados pelos investidores foi o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
O indicador avançou 0,3% em agosto, mas acumulou retração de 0,6% no trimestre encerrado naquele mês. Os dados reforçam os sinais de desaceleração da atividade econômica no segundo semestre.
O cenário influencia as expectativas sobre a taxa básica de juros, a Selic, informada em 13,75% ao ano, após um corte de 0,25 ponto percentual em setembro, conforme os dados fornecidos. Os próximos movimentos da política monetária dependem do comportamento da inflação e da atividade econômica.
Eleições também influenciam o mercado
No mercado cambial, a queda do dólar interrompeu uma sequência de três sessões de alta. O movimento acompanhou o enfraquecimento da moeda americana no exterior, embora a cotação tenha permanecido acima de R$ 5.
No Brasil, a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) também está no radar dos investidores. As propostas dos candidatos para as contas públicas, a trajetória da dívida e a política econômica a partir de 2027 são acompanhadas pelo mercado.
A combinação de incertezas eleitorais, juros elevados, sinais de desaceleração econômica e tensões internacionais mantém os investidores atentos. Mesmo com a recuperação desta sexta-feira, o Ibovespa terminou a semana em queda, enquanto a escalada do petróleo acrescentou uma nova fonte de preocupação para os mercados globais.
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