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O cantor Ed Motta se envolveu em um princípio de confusão em um restaurante no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, no último sábado (2). Um vídeo do circuito interno do restaurante Grado, divulgado nas redes sociais, mostra o músico arremessando uma cadeira dentro do estabelecimento.
A Polícia Civil investiga o caso, já que um dos presentes no restaurante afirma que foi atingido de raspão por uma garrafa de aproximadamente 1 litro e meio e ficou ferido.
O que diz a investigação
Segundo os investigadores, a confusão começou após um desentendimento sobre a taxa de rolha do restaurante (valor cobrado para que o cliente consuma vinho trazido de casa).
Os donos do restaurante, Nello Garaventa e Lara Atamian, relataram ao jornal O Globo que o grupo de clientes – composto por Ed Motta e mais duas pessoas – protagonizou “episódios de extrema violência, agressões físicas, intimidação e condutas discriminatórias”.
De acordo com o casal, após a negativa de cortesia da taxa de rolha, integrantes do grupo passaram a dirigir provocações à equipe, incluindo “xingamentos, referências pejorativas à origem nordestina, além de insinuações sobre orientação sexual e vida privada”.
O relato dos donos do restaurante
Segundo o casal:
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Uma cadeira foi arremessada contra um garçom que estava de costas
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Um esbarrão provocado por Ed Motta em uma cliente de outra mesa derrubou objetos
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Um cliente que estava sentado recebeu um soco
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Ao se dirigir à saída, esse cliente teve uma garrafa de vinho tamanho magnum arremessada contra a cabeça, causando sangramento imediato
Os donos afirmaram ainda que, ao deixar o restaurante antes da chegada da polícia, um homem conhecido de um dos amigos de Ed Motta teria insinuado estar armado e feito ameaças aos presentes.
O que diz Ed Motta
Em conversa com O Globo por telefone, Ed Motta reconheceu excessos, mas apresentou uma versão diferente:
“Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada. Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais. Não foi jogado nada em direção a ninguém. As câmeras de segurança podem provar isso.”
Próximos passos
A polícia analisa as imagens do circuito interno de câmeras e vai ouvir depoimentos de testemunhas para esclarecer o ocorrido.
