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đ§Ą Ver Ofertas na ShopeeOs resultados completos dos testes da vacina produzida pela Pfizer-BioNTech, divulgados em detalhes na Ășltima terça-feira (8) pela FDA (AgĂȘncia americana de medicamentos), foram publicados nesta quinta-feira (10) na revista cientĂfica New England Journal of Medicine. A publicação Ă© uma das mais importantes da ĂĄrea nos Estados Unidos.
Em seu editorial, a revista estima que os resultados da vacina da Pfizer, que mostraram uma eficĂĄcia de 95% nos 44.000 voluntĂĄrios imunizados, confirmam um âtriunfoâ da imunização, que Ă© feita em duas doses com um intervalo de trĂȘs semanas.
O comitĂȘ de cientistas da FDA deu inĂcio Ă anĂĄlise pĂșblica do produto nesta quinta-feira, que resultarĂĄ na provĂĄvel autorização da distribuição da vacina no mercado. O prĂłprio laboratĂłrio publicou os resultados em releases para imprensa divulgados em 18 de novembro. Na terça-feira, o documento publicado pelo FDA confirmou os dados sobre a eficiĂȘncia e a segurança do produto.
A eficåcia anunciada significa que a vacina reduz em 95% o risco de contrair a Covid-19, principalmente em suas formas graves, independentemente do sexo, idade e etnia. Muitos dos voluntårios também apresentavam patologias com predisposição para formas graves, como obesidade, diabetes ou doenças respiratórias.
VoluntĂĄrios brasileiros
Os participantes foram recrutados no Brasil, na Argentina e nos Estados Unidos e sĂŁo maiores de 16 anos. Apenas com uma dose, a eficĂĄcia do produto pode chegar a 52% apĂłs cerca de 10 dias, mesmo que ainda nĂŁo haja conclusĂ”es definitivas sobre a questĂŁo.Â
Ă provĂĄvel que a vacina proteja a longo prazo da infecção, como sublinha o prĂłprio FDA no documento. Aparentemente, lembra a agĂȘncia, a proteção continua sendo alta apĂłs dois meses nos indivĂduos que tomaram as duas doses â a duração da imunidade era um dos grandes temores das autoridades de saĂșde.
A Pfizer adotou a tecnologia inĂ©dita das vacinas gĂȘnicas, que utilizam o RNA mensageiro para imunizar os indivĂduos. A ideia Ă© introduzir no organismo uma cĂłpia do cĂłdigo genĂ©tico do SARS-Cov-2. Ela servirĂĄ como uma espĂ©cie de manual de instruçÔes e levarĂĄ o corpo a produzir a proteĂna Spike, que o vĂrus utiliza para entrar nas cĂ©lulas. Sua presença desencadeia a produção dos anticorpos. O Ășnico ponto fraco da vacina Ă© sua conservação, que deve ser feita a cerca de â 70°C.Â
Vacina Ă© segura
O estudo da Pfizer tambĂ©m confirma a segurança da vacina. As reaçÔes adversas, como dores em torno do local de injeção, dores de cabeça e cansaço foram frequentes, mas nĂŁo houve nenhum problema grave de segurança durante os testes clĂnicos â 50% dos voluntĂĄrios receberam um placebo.
Apenas um participante teve febre acima de 40 graus sete dias apĂłs a administração da vacina. VĂŽmitos, diarreias ou dores musculares tambĂ©m foram relatados, mas em proporçÔes Ănfimas em relação Ă totalidade dos voluntĂĄrios.
Entre 0% e 4,6% dos participantes tiveram reaçÔes severas após a segunda dose. Elas foram mais frequentes em adultos de mais de 55 anos ou entre adolescentes, que possuem um sistema imunológico, em geral, menos reativo.
Os editores da revista New England Journal of Medicine lembram, em seu editorial, que hĂĄ problemas âmenoresâ em relação Ă vacina. Uma das dĂșvidas Ă© sobre a capacidade do produto de impedir as formas assintomĂĄticas da doença e bloquear, assim, qualquer possibilidade de transmissĂŁo. A conclusĂŁo, entretanto, Ă© unĂąnime: o resultado dos testes Ă© impressionante e pode ser validado em qualquer tipo de anĂĄlise. âUm triunfoâ, conclui a revista.
(Texto por RFI)