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A seleção feminina de futebol do Irã está em Malásia, segundo informou nesta quarta-feira (11) um porta-voz da Confederação Asiática de Futebol (AFC), após seis jogadoras optarem por permanecer na Austrália devido à polêmica envolvendo o não canto do hino nacional antes de um jogo da Copa da Ásia, em meio ao atual conflito no país.
O representante da AFC declarou à EFE que a entidade dará “todo o apoio necessário” à equipe durante a estadia em Malásia, até que os preparativos para o próximo destino sejam confirmados, sem detalhar qual será esse local.
De acordo com a agência malásia Bernama, que citou um funcionário da Embaixada do Irã em Kuala Lumpur, as atletas chegaram ao país asiático na manhã desta quarta e pretendem retornar ao Irã em data ainda indefinida. “Elas querem voltar para casa”, disse o representante da embaixada, ressaltando que o retorno depende da disponibilidade de voos e da reabertura do espaço aéreo iraniano, fechado desde o início da guerra.
As jogadoras embarcaram na noite de terça-feira em um voo saindo de Sydney, na Austrália, e estão hospedadas em um hotel em Kuala Lumpur. O porta-voz da AFC reforçou que a prioridade da entidade é “o bem-estar e a segurança” das atletas e pediu que a imprensa respeite a privacidade da equipe.
A chegada à Malásia, país de maioria muçulmana, ocorre após uma das sete integrantes da seleção que haviam aceitado proteção humanitária na Austrália mudar de ideia. O ministro australiano do Interior, Tony Burke, afirmou que a atleta entrou em contato com a Embaixada do Irã na Austrália para ser recolhida, o que revelou sua localização, mantida até então em sigilo por motivos de segurança.
Após essa decisão, as outras seis jogadoras que optaram por permanecer na Austrália foram transferidas imediatamente para outro local desconhecido, garantindo a proteção do grupo. Inicialmente, cinco atletas haviam manifestado desejo de permanecer na Austrália, recebendo vistos humanitários, e posteriormente mais uma jogadora e um membro da comissão técnica aceitaram a proteção.
O episódio ganhou repercussão após a seleção não cantar o hino nacional no primeiro jogo do torneio, provocando críticas da televisão estatal iraniana, que classificou as atletas de “traidoras” em um período de conflito no país.
(Com informações da EFE)
