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O Corinthians agiu rápido e já tem um substituto para Dorival Júnior. Em uma reunião de apenas trinta minutos realizada no início da tarde desta segunda-feira (6), Fernando Diniz selou seu acordo com o Alvinegro. O contrato, assinado com o aval do CEO Marcelo Paz e representantes do escritório de Giuliano Bertolucci, garante ao treinador o maior pacote financeiro de sua trajetória profissional.
Valores recordes e comissão técnica
Diniz chega ao Parque Jorge com um custo mensal de R$ 2 milhões para os cofres do clube, valor que engloba seus vencimentos e os de três auxiliares que o acompanharão na jornada. O montante supera até mesmo o período em que o técnico dividia atenções entre o Fluminense e a Seleção Brasileira, quando recebia R$ 1,3 milhão somados.
Para efeito de comparação, o novo salário de Diniz representa um salto considerável em relação aos seus últimos trabalhos:
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Vasco (2025): R$ 1,2 milhão/mês.
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Fluminense + Seleção (2023): R$ 1,3 milhão/mês.
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Corinthians (2026): R$ 2 milhões/mês.
O custo da nova comissão técnica é equivalente ao que o clube despendia com Dorival Júnior, mantendo o patamar orçamentário do departamento de futebol.
O vínculo de Diniz terá validade apenas até dezembro de 2026, coincidindo com o término do mandato do presidente Osmar Stabile. A contratação foi uma vitória pessoal de Marcelo Paz, entusiasta do estilo de jogo do treinador desde os tempos em que geria o Fortaleza. Curiosamente, Paz também possui contrato com o Timão apenas até o fim da atual temporada.
Esta foi a terceira tentativa do Corinthians de contar com Diniz; o clube já havia buscado o treinador nas gestões de Duílio Monteiro Alves e Augusto Melo, mas sem sucesso nas negociações anteriores.
Aos 52 anos, Diniz estava livre no mercado desde fevereiro, após ser demitido do Vasco — clube que levou à final da Copa do Brasil de 2025, perdendo o título justamente para o Corinthians.
Ex-jogador do próprio Timão, Diniz traz na bagagem a inédita Copa Libertadores de 2023 conquistada pelo Fluminense e seu característico estilo de “jogo apoiado” e posse de bola extrema. Além da tática, o treinador é conhecido pelo desenvolvimento de talentos, tendo lançado joias como André (Wolverhampton) e Rayan (Bournemouth).
